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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Melhor do Alentejo


As nossas casas caiadas

"Ao longo da sua viagem vai descobrir o grande exemplo de sabedoria que é a arquitetura tradicional. As construções integram-se na paisagem como se dela fizessem parte. Utilizaram materiais e soluções adaptadas ao clima e à função e forneceram conjuntos naturalmente  equilibrados que, ainda hoje, são fonte de inspiração para as intervenções contemporâneas."
Extrato do Guia de Sugestões “O Melhor do Alentejo”
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O verão passado, belas passeatas dei eu no sul do país!
Alentejo é Património, Natureza, Ruralidade, mas também Gastronomia e Vinhos.
Antes de viajar informei-me, tive um bom guia. E tudo à distância de um clique…
Recomendo pois o Guia de Sugestões “O Melhor do Alentejo”, editado pelo Turismo do Alentejo. Tenha acesso à versão digital desta publicação,
clicando aqui.

Rafael Carvalho / Dez2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Arquitectura D’Ouro no Biosfera

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O programa Biosfera que passa na RTP2, é desde à muito o meu programa de televisão favorito.
Pois no programa que passou na semana passada – Biosfera 338, para surpresa e satisfação minha, o blogue Aquitectura D’Ouro foi um dos blogues recomendados na rubrica Bionet.
Veja ou reveja este e outros episódios,
clicando aqui.
Rafael Carvalho / 4dez2011

domingo, 20 de novembro de 2011

À sombra de um lódão em Monsaraz


Foto: Monsaraz
Sob um sol abrasador, visitei Monsaraz neste verão.
O suor que me escorreu na face valeu bem a pena, dada a beleza desta povoação, verdadeira pérola alentejana.
À exceção de uma ou de outra videira, de uma ou outra buganvília, em Monsaraz a vegetação é escassa e a sombra inexistente. Safou-me na altura o lódão cuja ramagem é visível na imagem …
Rafael Carvalho / nov2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cantar de galo em Monsaraz

Foto: Monsaraz
Numa chaminé coroada com um galo vi em tempos a inscrição:
«Esta deixará de fumar quando este cantar».
Evidentemente que o galo nunca cantaria. Queria pois o proprietário que a chaminé fumasse eternamente…
Rafael Carvalho / nov2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A caminho do infinito

Foto: Marvão
Quando o tempo cronológico o permite, adoro circular pelas nossas estradas secundárias.
Parar quando quero para tomar um café.
Parar numa fonte para matar a sede.
Parar para comprar fruta da época (cerejas em Resende, melões no Oeste, ...)  ou mesmo doces regionais (biscoito de Teixeira no Alto-Douro, bolinhos de amor em Entre-os-Rios, ...).
Um dos aspectos que mais me encanta, sob a forma de alinhamento, é a moldura vegetal que ainda enquadra muitas das nossas estradas. É o que acontece na imagem que hoje apresento. Os freixos alinhados, disciplinados, quais soldados em parada, estão um primor. Os brancos aneis ficam-lhe a matar.
Rafael Carvalho / Out2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Por terras de sol e de dor

"Por Terras de Sol e de Dor", é um trabalho do arquitecto Mário João Mesquita realizado sob a forma de reportagem fotográfica, e insere-se no âmbito do seu projecto de recolha visual do Vale do Douro, uma área de Portugal muito martirizada nos últimos anos pela fúria galopante da litorização que lhe foi tirando gente e desestruturando as suas comunidades.


Trata-se de um registo documental produzido entre Freixo-de-Espada-à-Cinta e o Porto, região construída por quem lá habitou e pelos poucos que lá ficaram.
É um trabalho de matriz realista através do qual se dá nota do que ainda hoje se pode ler da expressão tectónica e plástica, territorial e social do sistema de Lugares ao longo deste território, unido por traços de identidade comuns muito fortes, diverso pelas suas múltiplas texturas, materiais e cromatismos.
Realizado a partir do estudo da invenção da imagem das aldeias que o compõem, traça-nos o retrato de um processo declarado de abandono e perda cultural gritante que urge inverter.
Pela imagem, pretende-se tornar público esse outro retrato de uma região que abrange, geograficamente, as áreas, que se relacionam física ou economicamente com o Rio Douro (…), contando-nos dos seus lugares, falando-nos de percursos, de espaços, de construções e de gentes.
Texto extraído do Catálogo da Exposição.
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A exposição estará patente na Galeria Ramos Pinto, no Edifício-Sede do Museu do Douro, na cidade da Régua, até 30 de Outubro.
A entrada é gratuita.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Projecto Meia-Cana / Loulé

Imagem e texto obtidos em http://www.meiacana.org/ + “A invasão ao sul pelos povos árabes do norte de África veio alterar a habitação nesta região. Sentiram necessidade de subir para cima da casa, para estar mais perto do céu, como quem sobe ao cimo da duna para se orientar. Desenvolveram terraços e mirantes que mais não são do que observatórios de astronomia, e secundariamente utilizados para recolha de águas pluviais ou seca dos produtos agrícolas”.
Rafael Carvalho / Ago2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estação de S. Bento entre as "16 mais belas do mundo"

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Imagens obtidas aqui, aqui e aqui.
A estação de caminhos-de-ferro de São Bento, no Porto, foi considerada pela edição on-line da revista norte-americana "Travel+Leisure", como uma das "16 estações mais bonitas do mundo". A revista de turismo e lazer, que afirma ter 4,8 milhões de leitores, destaca na estação de São Bento os painéis de azulejos da entrada: "Se o exterior é certamente bonito e traz-nos à memória a arquitectura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge Colaço completar." A listagem inclui, entre outras, a neoclássica Gare du Nord, em Paris, os jardins interiores de Atocha, em Madrid, as modernas estações de Kanazawa, no Japão, e de Melbourne, na Austrália, o terminal Arte Nova do Expresso do Oriente, em Istambul, ou a belíssima estação neogótica de S. Pancras, em Londres. A estação de Maputo, dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, é a única do continente africano a figurar na lista. O artigo da revista Travel+Leisure destaca os exteriores "verdejantes", a "larga cúpula" e o trabalho intricado do aço que fazem do edifício "uma inesperada, mesmo que modesta, beleza". A estação, construída entre 1913 e 1916, é erradamente referenciada como podendo ter sido desenhada por Gustave Eiffel, já que é dos arquitectos portugueses Alfredo Augusto Lisboa de Lima, Mário Veiga e Ferreira da Costa. A gare de São Bento que se ergue no local onde se encontrava o mosteiro de São Bento de Avé Maria, e está classificada como Património da Humanidade, foi construída após se vencer a difícil tarefa de prolongar a linha que terminava em Campanhã, através dos túneis da Quinta da China, do Monte do Seminário e das Fontainhas, que ficou concluído em 1896. O projecto da estação só viria ser aprovado em 1900, ano em que os reis D. Carlos e D. Amélia presidiram ao início das obras, que terminariam 16 anos depois. O projecto de decoração da gare em azulejos de Jorge Colaço foi adjudicado em 1905 pela quantia de 22 mil réis, considerada muito elevada para a altura. Os painéis, assentados em 1915, representam cenas da história de Portugal, como Egas Moniz perante o rei de Leão, o casamento de D. João I, a conquista de Ceuta, temas de etnografia do Minho e do Douro, figuras simbólicas e no friso superior é mesmo retratada a evolução dos transportes."
Jornal de Notícias, 24Ago2011

domingo, 7 de agosto de 2011

Oficinas de Arquitectura Vernacular

(Clique na imagem para ampliar)
Golegã - 21, 22 e 23 de Outubro de 2011
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"Cada região detém um conjunto de potencialidades que decorrem tanto da sua própria história como do papel que desempenhou na História do nosso país. Ao longo do tempo foi naturalmente gerado património, tanto material como imaterial, que urge identificar e constituir como memória e identidade reconhecida. Do património monumental, seja religioso ou militar, muito se tem falado. No entanto, existe “outro património”, habitualmente desprezado e, portanto insuficientemente estudado e protegido, que é constituído pela arquitectura dita vernacular ou popular, que se expressa na habitação urbana e rural, com tipologias que variam segundo os vários estratos sociais que a conceberam e vivenciaram, e também no edifício especializado, ligado a uma actividade local (moinho, lagar, celeiro, entre outros). Ao longo da História é também gerada uma identidade local, muitas vezes expressa num património imaterial, que envolve o imaginário colectivo de determinada comunidade, os modismos de linguagem, os diferentes modos de relacionamento com a realidade circundante entre outros, que urge preservar através da cuidadosa inventariação. Num primeiro momento trata-se somente dos termos aplicados à arquitectura vernacular, mas posteriormente pretende-se um âmbito mais alargado. Considerando que há património subaproveitado e em risco que pode ser um óptimo recurso de desenvolvimento cultural e turístico, integrando soluções concretas para o futuro, pretende-se com este workshop recuperar e recriar identidade e riqueza, (re)abrindo caminhos criativos conducentes à valorização da arquitectura vernacular na Golegã"
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Mais informações clicando aqui.
Rafael Carvalho / Ago2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Explosão de cor em Provesende

Foto: Provesende-Sabrosa +
A imagem do meu último post, foi propositadamente convertida em escala cinza.
Decidi hoje alegrar a coisa! Visitei Provesende, Aldeia Vinhateira do Douro, no Outono passado. Nessa altura do ano o Douro explode… … de cor.
Rafael Carvalho / Abr2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Espinha à vista, 2011 à vista... Saibamos viver.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Covas do Monte - 2500 cabras / 5000 cornos

Foto: Covas do Monte / S. Pedro do Sul
+ Regressamos a Covas do Monte. Quando por lá andei cruzei-me com um dos maiores, senão o maior rebanho do país - cerca de 2500 cabras, 5000 cornos. Em direcção ao monte, entre brados que só a bicharada compreende, todos os dias sai da aldeia um pastor, pobreiro como aqui lhe chamam. Trata-se de um sistema de pastoreio comunitário, dando por ano cada pobreiro um número de dias de trabalho proporcional ao número de cabeças de gado que possui. Os animais pela manhã saiem sozinhos das cortes em direcção ao ponto de encontro. À noite, também sozinhos, fazem o percurso inverso. Em registo áudio, poderá aqui conhecer estas e outras histórias.
Rafael Carvalho / Nov2010

sábado, 27 de novembro de 2010

SALVEM OS PALHEIROS DA COSTA DA CAPARICA -Petição

Foto obtida aqui
+ O CostaPolis ameaçou demolir as últimas casas típicas da Costa da Caparica, em frente à Praia da Saúde e até à Praia da Mata. Todas as outras foram já destruídas. Há cerca de 100 anos, toda a Costa era constituída por este tipo de casas. É evidente que as autoridades não se aperceberam que estas edificações não são barracas de uma qualquer periferia urbana, mas sim valiosos exemplares das construções dos pescadores, os Palheiros, que se podem encontrar ainda em certos sítios da costa atlântica portuguesa e em alguns pontos das margens do Tejo e do Sado. Em muitos casos, como na Costa Nova, a sua tipologia foi adaptada à construção moderna, como as famosas casas “de pijama”. O caso específico destas casas da Costa da Caparica é ainda mais interessante, uma vez que várias delas foram trazidas sobre troncos pela praia, puxadas por juntas de bois, desde a Cova do Vapor, havendo mesmo relatos de alguns Palheiros serem transportados do Dafundo em barcaças. Há diversos estudos sobre os Palheiros, como o da Profª Doutora Raquel Soeiro de Brito, que em 1958 publicou o seu famoso estudo sobre os Palheiros de Mira. A autora considera hoje – na sua qualidade de vice-presidente da Academia de Marinha – que se os decisores tivessem tido o bom senso e a visão estratégica e cultural necessárias, poderíamos hoje estar a falar desses mesmos Palheiros de Mira como um património da Unesco. O que se verifica, pelo contrário, é que na Praia de Mira, só para dar este exemplo paradigmático, dos mais de trezentos palheiros históricos ali existentes há somente 50 anos atrás, existem hoje pouco mais de três! Sendo construções históricas, a tipologia dos palheiros encontra-se muito bem estudada e identificada por investigadores clássicos como José Leite de Vasconcelos, Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano, Benjamim Pereira, entre vários outros. O próprio Raul Brandão, que viveu parte da sua vida na Praia de Mira, refere-se detalhadamente aos Palheiros. Este património que agora se quer destruir na Costa da Caparica tem sido cenário de inúmeras sessões de fotografia de moda, cenário de telenovelas (Mar de Paixão, TVI), postais ilustrados, artigos de revista, inclusivamente na da TAP como destino turístico original. É simplesmente inacreditável que não se compreenda que o património é uma mais valia para o turismo e para o desenvolvimento, não uma ameaça. Os proprietários das casas não estão a pedir subsídios do estado, eles querem fazer a sua manutenção e preservar o património. Há muitos anos que as autoridades não lhes permitem fazer obras de manutenção porque “é tudo para ir abaixo”. Os proprietários não são ilegais. Têm toda a documentação que legitima a sua presença. Mais, os proprietários propõem-se, além da recuperação e manutenção das casas, contribuir para a sua qualificação cultural, e deste modo para a qualificação da oferta turística da Costa da Caparica. Começaram já, com o apoio da Comissão da Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional, a trabalhar nesse sentido. Foi igualmente contactada a Associação de Moradores da Cova do Vapor para também trabalhar no mesmo sentido. A sua situação, sendo substancialmente diferente, partilha no entanto os efeitos destruidores da incompreensão do valor do património cultural dos pescadores. A Costa da Caparica tem perdido todas as suas referências identitárias, seguindo uma concepção de desenvolvimento cujo destino conhecemos todos muito bem: temo-lo visto em inúmeras zonas do nosso litoral e ninguém fica feliz com ele. A alma da Costa da Caparica são os pescadores e a sua cultura, sem ela resta o subúrbio à beira mar. Todos temos a ganhar na preservação do património, ele é um factor de riqueza. A cultura dos pescadores, os pobres entre os pobres, como dizia Raul Brandão, tem sido sistematicamente negligenciada, até pela pobreza dos materiais empregues, os únicos possíveis dadas as circunstâncias. No entanto, são manifestações culturais de uma comunidade centenária, riquíssima de tradições e uma voz de coragem no sofrimento, de preserverança e solidariedade na aflição. Os actuais proprietários já não são pescadores, são os guardiães dessa herança e têm as suas memórias, na sua maioria ao longo de três gerações, intimamente ligadas estas casas. Para quem conhece a Costa da Caparica há muitos anos, também são parte da nossa memória. Neste momento temos, por um lado, a destruição pura e simples e, por outro, esta proposta de qualificação, de reforço da identidade, de um futuro mais humanizado. Assinar esta petição é mais do que salvar cerca de 40 casas, é dar uma oportunidade de qualificar a Costa da Caparica e fazer uma ponte com o seu passado, reforçando a sua identidade. Assinar esta petição é recusar a destruição da memória e dar oportunidade a um futuro em que os sítios, as coisas e as pessoas fazem sentido.
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Para assinar a petição, clique aqui.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Assinatura Petrificada

Foto: Covas do Monte / S. Pedro do Sul
Gravado na pedra em numeração árabe ou romana, é relativamente banal nos edifícios antigos a presença da data da sua construção. Menos frequente é a assinatura do proprietário, coisa que vi em Covas do Monte.
Rafael Carvalho / Nov2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Engenho Popular na Pena

Foto: Aldeia da Pena – S. Pedro do Sul + Com a mudança dos tempos o povo adapta-se. O engenho popular continua a evoluir e a imagem que hoje apresento é disso uma prova.
Rafael Carvalho / Nov2010

domingo, 7 de novembro de 2010

RTP - Regresso ao Campo

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Querem mudar de vida, tal como os seus pais e avós, mas têm outros valores... João Carvalho viveu onze anos em Londres. Teve êxito, mas fartou-se do frenesim citadino e dos horários das 9 às 5. Optou por uma existência mais simples. Veio viver com a mulher e o filho recém-nascido para uma casa velha que comprou na Benfeita, em Arganil. Está a reconstruir a casa pelas suas próprias mãos. Só usa ferramentas manuais, e o mínimo de cimento ou de combustíveis fósseis. O casal é vegetariano. Por isso, quando chega a hora de almoço, Claire só tem de descer às hortas abandonadas mais próximas para colher a refeição. Também já fizeram vinho e cinquenta litros de azeite. João desistiu propositadamente de uma vida com torradeiras e aquecimento eléctrico. Podia tê-la sem dificuldade, mas quer “viver com menos”, como diz. Claire e João são um exemplo de um grupo de novos rurais com crescente implantação nalgumas partes esquecidas de Portugal, como a serra da Lousã ou o barrocal algarvio. Os primeiros destes neo-rurais eram estrangeiros. Vinham de uma Europa Central então ameaçada por Chernobyl. Por cá, desde os anos quarenta do século passado que as migrações eram em direcção às cidades. Foi este êxodo que transformou Portugal num país macrocéfalo, com um interior cada vez mais desertificado e a população concentrada no Litoral e na Grande Lisboa. Mas o mundo rural mudou muito nos últimos trinta anos. Os tractores substituíram o trabalho braçal. Hoje também há supermercados, auto-estradas, subsídios comunitários, Internet. Iniciou-se outra migração interna, a mudança para o campo dos ex-citadinos, e os geógrafos até já distinguem diferentes grupos de “neo-rurais”: os que partem por motivação ecológica, os que na reforma regressam à terra natal, aqueles que se dedicam ao tele-trabalho, e até os desempregados por causa da crise... São algumas dessas pessoas que o documentário vai encontrar. “Valorizam o seu próprio tempo e modos de vida mais solidários “ – explica a geógrafa Teresa Alves – “e vão à procura de actividades em equilíbrio com a natureza. Também são pessoas que têAdicionar imagemm uma cultura de território e que buscam um lugar específico onde possam ser felizes”.
+ Dedicado aos neo-rurais e emitido no dia 1 de Novembro, eis as palavras de apresentação do documentário “Regresso ao Campo”. Com a duração de 51 minutos, é um documentário de Paulo Silva Costa, com imagem de Rui Lima Matos, edição de João Gama, sonorização de Luís Mateus e produção de João Barrigana. Poderá visualizar o programa completo aqui. Se preferir veja aqui um excerto do mesmo documentário, com a duração aproximada de 10 minutos.
Rafael Carvalho / Nov2010

sábado, 30 de outubro de 2010

Escultura naif na Pena

Foto: Aldeia da Pena, São Pedro do Sul
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Num dos postigos da casa apresentada no meu último post, fotografei a escultura da imagem. Acessível a qualquer transeunte, achei curioso ainda lá se encontrar. De ar naif, vi nela uma escultura simpática.
Rafael Carvalho / Out2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Aldeia da Pena

+ Fotos: Aldeia da Pena, São Pedro do Sul.
+ Publico aqui duas imagens que captei na Serra de São Macário, concelho de São Pedro do Sul. Destaco na primeira imagem a visão dos negros telhados de ardósia da Aldeia da Pena. Telhados de ardósia, coisa cada vez mais rara nos dias de hoje. Rodeados por um rejuvenescido manto verde, a segunda imagem mostra alguns castanheiros carbonizados, imagem contraditoriamente bela!
Rafael Carvalho / Out2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Roupa estendida...

Foto: Leomil, Mta. da Beira +
Se há roupa estendida, há vida, há gente!... (…) Como diz Villaret, a roupa na janela é um retrato dos seus proprietários. Se por acaso vemos uma camisola de futebol, percebemos que o filho mais velho vai jogar futebol (…). Se vemos um alinhamento de peúgas esburacadas, descobrimos que não existe uma avó que se dedique à nobre tarefa de passajar a roupa. Se surgem camisas de dormir com formas voluptuosas, damo-nos conta da turbulência libidinal que vai por aquela casa. Se vemos um xaile preto, cheira-nos a fado. Se vemos umas calças de ganga cheias de tinta branca, compreendemos que o pai trabalha na construção civil. Se vemos uma farda reluzente, ficamos a saber que há guarda republicano nas imediações. Se existe uma farda de bombeiro, sentimos o odor a fogo na floresta. Se vemos um conjunto de meiinhas cor-de-rosa, avançamos com a hipótese de o bebé ser menina. (…)
(…) E deste modo ficas a conhecer a vida quotidiana daquela família, os membros que a compõem, a sogra que vem passar duas semanas (…).
Eduardo Prado Coelho / in Nacional e Transmissível Rafael Carvalho / Jan2009