sábado, 29 de março de 2008

Dia Nacional dos Municípios com Centro Histórico.


Imagem: Castelo de Lamego
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Comemorou-se em Lamego, ontem 28 de Março, o Dia Nacional dos Municípios com Centro Histórico.
Tempo para anunciar a tão desejada revitalização da zona muralhada da cidade, bem como a instalação da cede de um centro de estudos arquitectónicos e urbanísticos para a associação que congrega estas autarquias.
Um bem haja!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Rio Bom - uma pérola no Douro Vinhateiro


Foto: Rio Bom, Lamego
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008.
Em mais uma das minhas peregrinações às aldeias durienses, dirijo-me a Rio Bom, freguesia de Cambres, concelho de Lamego.
De paredes caiadas de branco com rodapé em tons de ocre, logo à entrada da povoação sou presenteado pela Casa da Azenha, belo exemplar setecentista da arquitectura erudita alto-duriense. Nela não falta o jardim de recreio com árvores exóticas, a vinha, o pomar, o olival e as hortas, nem mesmo a entrada alpendrada de acesso ao primeiro andar.
Máquina fotográfica em punho, avanço povoação adentro, por estreitas ruelas arquitectadas no tempo em que, na ausência do automóvel, o burro era rei. Reminiscências desses tempos, as argolas onde se prendiam os animais ainda se encontram cravadas nalgumas paredes.
No fim de um quelho sou abordado por um casal de idosos que dizem esperar pela minha chegada há já vários dias. Apontando para um poste, com um sorriso nos lábios, pergunta o velho ancião:
- O Senhor vem a mando da EDP, não vem? Finalmente alguém para substituir a lâmpada!
Respondo-lhe que efectivamente não é essa a minha arte. Confesso até que tive uma certa dificuldade em convence-lo do contrário. Como poderia alguém vir de fora, penetrar no fundo do quelho e não ser da EDP?
No desfecho, a desilusão.
Revelo por fim as minhas intenções. Estou na povoação simplesmente para fotografar as casas.
Surge então a desconfiança. O próprio cão até então adormecido junto aos pés do velho, acaba por rosnar. Que interesse poderão ter as velhas casas?
Acabo por seguir viagem.
Das poucas povoações ribeirinhas, Rio Bom é certamente no Douro Vinhateiro aquela que preserva o maior número de construções vernaculares.
Sobre o R/C em xisto que serve de adega e armazém, um ou vários sobrados em tabique. Em vincada saliência, assente sobre os barrotes do soalho, em Rio Bom algumas das varandas impressionam pela sua dimensão. O equilíbrio gravítico destas varandas é assegurado por escoras assentes obliquamente na parede do piso inferior.
As datações inscritas em algumas destas construções remetem-nos para meados do século XVIII.
Em pleno Alto Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, localizada nas margens do homónimo ribeiro, Rio Bom tem tudo para ser perfeita: tabiques, ardósias, rebocos a cal, madeiras, chapas garridamente pintadas, varandas suspensas, pedra e muita pedra, mas também sobre a rua, “casas-passadiço”. Imaculadamente caiada de branco, tem ainda a Capela de S. Roque. Contudo, dado o mau estado de conservação de muitas das habitações é urgente a intervenção em Rio Bom, de forma a evitar perdas que tratando-se de património serão sempre irreversíveis.
Rafael Carvalho / Fev2008

terça-feira, 25 de março de 2008

Portugal Islâmico e o Mediterrâneo


Foto extraída de http://aaldraba.blogspot.com/
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Becos, arcos e passadiços…
Nas urbes portuguesas, mais a sul, tudo bem, permanece uma marca arquitectónica com influências civilizacionais árabes que a passagem dos séculos não apagou.
Mesmo a norte e também na região do Douro, esta influência cultural subsiste no imaginário popular.
Fruto da colaboração entre a Universidade do Algarve e o Campo Arqueológico de Mértola, com início marcado para Outubro de 2008, decorrerá em Mértola o mestrado intitulado "Portugal Islâmico e o Mediterrâneo".
Mais informações em
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Rafael Carvalho / Mar2008

sábado, 22 de março de 2008

TSF - Encontros com o património no Alto Douro Vinhateiro


Foto Extraída de
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Entre granitos e xistos, nesses jardins suspensos, eleva-se o Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade. É por essa paisagem cultural, por estradas tortuosas, nos socalcos do Vinho do Porto que andamos neste programa, na melhor companhia do Eng. Ricardo Magalhães, dos arquitectos Fernando Maia Pinto e Paula Silva, dos presidentes de Câmara Artur Cascarejo e José Carlos Pinto dos Santos.
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Dedicado ao Alto Douro Vinhateiro e emitido para o ar no dia 15 de Março, eis as palavras de apresentação do programa TSF “Encontros com o património”.
Com a duração de 47 minutos, o programa completo poderá ser escutado na íntegra aqui.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Portões D'Ouro



Foto: Aldeia de Cima - Armamar
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De cariz popular ou erudito, usando uma ou duas folhas dependendo da sua dimensão, em ferro, forrado ou não com chapa do mesmo metal, o portão no Douro para além de permitir ou condicionar a entrada na propriedade, sua principal função, também alegra com a sua graciosidade quem na rua passa.
De forma aparentemente contraditória, a própria ferrugem que reveste o mais rude dos portões contribui para elevar a sua agreste gentileza!
Firme, o que dizer das setas voltadas ao céu ameaçando quem por cima o queira transpor?
Com alguma frequência o portão integra a data da sua instalação associada às iniciais do nome do seu proprietário, acentuando o sentimento de posse e pertença. Esta é característica marcante nas quintas de Dona Antónia Adelaide Ferreira – a Ferreirinha, princesa no Douro.
Com a mecanização da agricultura e a necessidade de alargar acessos, a incúria dos homens põe muito deste património em risco.
Conciliar progresso e conservação do património, precisa-se.

Rafael Carvalho / Mar2008

domingo, 16 de março de 2008

Boas Práticas - Projecto Internacional Aldeias do Xisto (Portugal) / Museu de Røros (Noruega)


Foto extraída de: http://www.aldeiasdoxisto.pt
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Realizou-se, entre os dias 25 de Fevereiro e 14 de Março, em Janeiro de Cima, concelho do Fundão, o 2º workshop da "Rede do Património do Xisto", um projecto internacional entre a Rede das Aldeias do Xisto em parceria com o Museu de Røros, uma cidade classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, na Noruega. O projecto, candidatado e aprovado no âmbito do mecanismo financeiro EEA Grants, baseia-se numa transferência de conhecimentos entre os artesãos noruegueses e portugueses, tendo como base a recuperação de edifícios (num total de 80) nas Aldeias do Xisto de acordo com a filosofia de preservação do património implementada em Røros. A metodologia do projecto assenta na realização de vários workshops práticos nas Aldeias do Xisto, que incluem obras em edifícios seleccionados levadas a cabo por artesãos noruegueses e portugueses. O primeiro desses workshops aconteceu também em Janeiro de Cima, e dele resultou a recuperação parcial de uma casa de habitação que é possível visitar.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Uma nova hera...


Foto: Sande - Lamego
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É apenas uma velha porta, no meio de uma ruína.
Uma velha porta e uma velha fechadura, a que se associa uma não menos velha aldraba.
Chegam contudo ventos de mudança…
Uma nova hera…
Rafael Carvalho / Mar2008

segunda-feira, 10 de março de 2008

Tabique - aplicações contemporâneas


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Num artigo anterior, entre as técnicas de construção no Alto-Douro abordei o caso particular do tabique. Terminei na altura o artigo alertando para a necessidade de inventariar, caracterizar e preservar esta técnica, símbolo de identidade arquitectónica regional.
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Estava longe de saber que no nosso país o tabique é aplicada em construções contemporâneas.
Refiro-me mais concretamente a uma casa projectada em Arruda dos Vinhos pelo atelier “Plano B Arquitectura”, cujos projectos se inserem no âmbito da “Arquitectura Sustentável”.
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Efectivamente, não só por moda mas também por necessidade, a sustentabilidade veio para ficar. Ao contrário do que muitos poderiam pensar a sustentabilidade é feita de coisas simples, podendo mesmo dispensar o recurso a tecnologias complexas, açambarcadoras de energia e recursos materiais.
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Num perfeito casamento entre a terra e a madeira, materiais naturais, as paredes em tabique possuem uma forte inércia térmica, resultando em grandes economias energéticas aquando da utilização do edifício.
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Protegendo o tabique, as paredes da “Casa em Arruda dos Vinhos” são revestidas por chapas de policarbonato ondulado – a camada de sacrifício contra as intempéries. Apesar de incolores, esta chapas são para mim uma forte alusão às garridas chapas metálicas que revestem os tabiques alto-durienses.
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Mais uma vez a Arquitectura e a Construção Tradicionais surgem como fonte de inspiração da Arquitectura Sustentável.
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Rafael Carvalho / Mar2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

25 dicas para uma CASA MAIS SUSTENTÁVEL

Comprar, construir ou arrendar uma casa é uma decisão que envolve muitas e importantes questões. Se pretende mudar de casa, eis a altura certa para olhar para o futuro espaço de forma mais sustentável. A Quercus ajuda-o nesta decisão, de forma a torná-la social, económica e ambientalmente equilibrada. Apresentando 25 sugestões, tenta contribuir para que a sua decisão seja o mais próxima dos seus padrões de conforto, “poupando na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”!
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«Localização
1. A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas do espaço interior. Estas necessidades estão contempladas no Regulamento de Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), onde se apresentam estratégias que contribuem significativamente para a melhoria do desempenho térmico dos edifícios. Procure aconselhamento especializado para verificar se a casa que vai habitar cumpre este Regulamento tanto para a situação de Verão como para a situação de Inverno.
2. Prefira um local arejado com pouco trânsito automóvel, o que se traduz em menos poluição e, bem servido de transportes públicos, para que os possa usar em alternativa. Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.
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Orientação Solar
3. O Sol é a nossa maior fonte de energia. Tire disso o melhor proveito escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul de molde a minimizar consideravelmente as necessidades de aquecimento durante a estação de Inverno. A radiação solar incide nas janelas de vidro e aquece de forma natural o espaço interior.
4. Durante a estação de Verão, há que impedir o sol de incidir nas janelas voltadas a Sul, verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).
5. Se a casa que vai habitar tiver janelas orientadas a nascente (Este) ou poente (Oeste) necessita obrigatoriamente de persianas exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.
6. O lado Norte da casa deve ser reservado a W.C.s, arrumos, ou outras divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhuma) para o exterior. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria. Se for impossível a escolha de uma casa sem divisões orientadas a Norte, então tenha sempre presente esta questão.
7. As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito. A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão.
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Iluminação e equipamentos
8. Devemos também tirar partido do sol no que respeita a iluminação. Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas. Este “transformador de luz natural”canaliza a luz do exterior para o interior.
9. Sempre que necessária a iluminação artificial, opte por lâmpadas de baixo consumo e por iluminação localizada (só apenas onde é de facto necessária). Esta iluminação deverá ser provida de dispositivos para regulação do ambiente luminoso.
10. Se a casa que vai habitar ainda não possui equipamentos electrodomésticos, prefira, sempre que possível, os de Classe A, mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.
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Construção
11. A localização e orientação solar, bem como a construção do edifício, é determinante para se ter uma casa confortável, do ponto de vista térmico. Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH) como são as paredes exteriores do edifício. Deverá optar por soluções de parede dupla com isolamento ou parede simples com isolamento pelo exterior da parede.
12. O isolamento térmico adequado é determinante para evitar perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa. Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica (U-value), mas com baixo teor de energia incorporada (energia consumida desde a extracção da matéria prima até ao produto final).
13. Verifique as caixilharias e o vidro. Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia. No entanto, deverá optar por caixilharias com grelhas de ventilação, para facilitar a renovação do ar.
14. Dê especial importância aos materiais utilizados, preferindo os de baixo impacte ambiental, não só na sua produção, mas também ao longo da sua vida útil. Informe-se sobre o poder de reutilização ou reciclagem dos materiais utilizados na sua casa.
15. É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE e, nos casos mais importantes, solicitar os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.
16. Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada (poderá fazê-lo através da FTH). Prefira um isolamento imputrescível e resistente à água, preferencialmente colocado sobre a laje e sobre a camada de impermeabilização.
17. Se o pavimento de sua casa estiver em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água, ou pavimentos com caixa-de-ar e devidamente impermeabilizados para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo (estas soluções construtivas devem vir explicadas na FTH)
18. A renovação do ar interior é muito importante para que se mantenham as condições de salubridade interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes. Verifique se as caixilharias possuem dispositivos que permitem a ventilação.
19. As cores utilizadas nas fachadas e coberturas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras (enquanto uma fachada branca pode absorver só 25% do calor do sol, a mesma fachada, pintada com cor preta, pode absorver o calor do sol em 90%).
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Energias Renováveis
20. Se a casa que pensa habitar está provida de equipamentos que funcionam à base de energia renovável, tanto melhor! Se vai construir é altura de os aplicar. De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
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. Colectores solares térmicos
Estes equipamentos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo poupar até 70% da energia necessária para o aquecimento de água. O RCCTE diz que todos os edifícios novos com condições de exposição solar adequada serão obrigados a ter, sempre que seja tecnicamente viável. Painéis solares fotovoltaicos Estes painéis constituem uma das mais promissoras formas de aproveitamento de energia solar. Por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica. Estes sistemas podem ser utilizados em locais isolados, sem rede eléctrica, ou como sistemas ligados à rede.
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. Bombas de calor geotérmicas
São sistemas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente. Actuam como máquinas de transferência de calor. No Inverno, absorvem o calor da Terra e levam-no para sua casa. No Verão, funcionam como ar condicionado, retirando o calor de sua casa para arrefece-lo, no solo.
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. Mini-turbinas eólicas
A energia do vento acciona estes sistemas para fornecer electricidade a uma micro-escala. Embora as micro-turbinas eólicas mais comuns sejam colocadas no terreno, existem umas de pequena dimensão que podem ser colocadas no topo das habitações. Podem significar uma redução do consumo de electricidade de 50% a 90%.
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. Sistemas de aquecimento a biomassa
A biomassa pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica (resíduos provenientes da limpeza das florestas, da agricultura e dos combustíveis resultantes da sua transformação). Em casa, este tipo de matéria pode ser utilizada, por exemplo, em sistemas de aquecimento, representando importantes vantagens económicas e ambientais.
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Água
21.Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.
22.Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água. (Poderá ainda colocar quando possível, uma ou duas garrafas de água com areia no interior, dentro do depósito do seu autoclismo. Isso significa poupar até 3 litros de água por descarga).
23.Se vai construir a sua casa e tem terreno disponível, tem a possibilidade de a equipar com mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais, para posteriores utilizações em descargas não potáveis (como regas de jardim, autoclismos ou lavagem de automóveis).
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Resíduos
24. No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos, verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos.
25. Dentro de sua própria casa opte sempre por um depósito de resíduos domésticos com pelo menos três divisões para estimular a separação destes resíduos. Para terminar, se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável. Reabilitar um edifício existente possibilita a diminuição dos impactes resultantes da energia associada à produção de um novo e da extracção das respectivas matérias-primas, para além de contrariar a tendência do crescimento urbano excessivo e a ocupação e impermeabilização de novas áreas de solo importantes para a conservação dos valores e equilíbrios naturais e para as várias actividades humanas!»
Aline Delgado

terça-feira, 4 de março de 2008

Sande - Arquitectura erudita Vs Arquitectura Popular


Foto: Sande, Lamego
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A presente imagem foi capturada na povoação de Sande, Concelho de Lamego.
Em primeiro plano a casa da Quinta de “Cimo da Vila”, exemplar da arquitectura erudita alto-duriense. De cariz popular, ao fundo surge um belo modelo da arquitectura de tabique.
Bela composição! O jogo de cores, a diversidade arquitectónica, a videira que emoldura o solar, a calçada…
Tudo estaria perfeito, não fosse um dos edifícios prantear-se pela falta de cal.
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Rafael Carvalho / Fev2008