sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Castanheiro de Beira Valente, M.ta da Beira

Foto: Beira Valente - Abril/2008
Foto: Beira Valente - Maio/2008 Não fugindo à temática património mas variando um pouco no assunto, no espaço e no tempo, pretendo partilhar o que para mim foi uma grande descoberta. Foi com grande surpresa e emoção que no mês de Abril do corrente ano descobri o castanheiro das imagens anexas. Está à vista de todos, em Beira Valente, num souto junto à estrada que faz a ligação entre esta localidade e Leomil, Concelho de Moimenta da Beira, distrito de Viseu. É sem sombra de dúvida um belo, majestoso e monumental castanheiro, o maior que conheço e certamente um dos maiores do país. O seu tronco tem de perímetro aproximadamente 13,30 m. Não sei se se encontra referenciado pela DGRF – Direcção Geral dos Recursos Florestais, a quem aliás comuniquei por e-mail o achado. No volume 5 –“Do Castanheiro ao Teixo”, da colecção “Árvores e Florestas de Portugal”, recentemente publicado pelo Jornal Público, de entre uma vasta lista de castanheiros monumentais e classificados não existe qualquer referência a este espécime. Curiosamente são mencionados outros no mesmo Concelho.

Foto: Beira Valente - Abril/2008
No interior oco do castanheiro de Beira Valente há vestígios de ter sido feita uma fogueira, verdadeiro atentado a tão nobre majestade.
Rafael Carvalho / Ago2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Paleta colorida no Oeste português

Foto: Óbidos Ainda de férias por terras do Oeste português, apresento esta bela imagem para honrar a policromia presente na sua arquitectura popular. Ocre, anil, salmão, mas também noutras situações o cinza destacando cunhais, rodapés, beirais e platibandas. Porque devidamente contextualizada, honro desta forma a policromia popular estremenha.
Rafael Carvalho / Ago2008

sábado, 23 de agosto de 2008

«Arquitectura Popular Portuguesa» em Selo -7/20

Casa da Estremadura – Selo 7 de 20 + A Arquitectura Popular está directamente ligada ao meio ambiente e assim, também em Portugal, de região para região se podem apontar características arquitectónicas específicas.
+
Desenhado por José Luís Tinoco, este selo posto a circular a 10 de Março de 1986 retrata uma CASA DA ESTREMADURA. Com componentes de origem mourisca, simples e sem nada supérfluo, mesmo no conjunto urbano apresenta-se isolada.
Rafael Carvalho / Ago2008

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Chaminé saloia

Foto: Óbidos As proporções, as cores e os materiais usados não deixam grande margem para dúvida. Trata-se de um pormenor saloio, desta feita em Óbidos, ainda no Oeste português.
Rafael Carvalho / Ago2008

domingo, 17 de agosto de 2008

Convento das Bernardas transformado em Habitação

Na secção espaços&casas, referia o jornal Expresso na sua última edição que, localizado em Tavira, o Convento das Bernardas com 500 anos de História vai ganhar uma nova funcionalidade. Ao arquitecto Souto de Moura coube a responsabilidade de transformar num condomínio de habitação o arruinado convento que também já foi fábrica. Na reabilitação as fachadas serão mantidas, bem como a chaminé que outrora serviu para fins industriais. O Convento das Bernardas foi o único da Ordem de Cister no Sul do país e a sua construção data de 1509. A sua edificação deve-se a D. Manuel I, como agradecimento pela vitória militar em Arzila, no Norte de África, quando os mouros levantaram o cerco à cidade. Entre 1890 e o final da década de 60 do século XX, funcionou como “Fábrica de Moagem e Massas a Vapor”. Fica aqui a referência por ser esta uma forma ainda pouco explorada de preservar o nosso património arquitectónico.
Rafael Carvalho / Ago2008
+ YouTube - Para visualizar o vídeo promocional do empreendimento, clique aqui.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Muro florido...

«A minha casa é pobre, mas as flores ajudam a dar alegria a isto» (segredou-me a mulher da casa…) Entre o rude homem do campo e as plantas ornamentais estabelece-se uma ligação aparentemente difícil de entender. A sua utilidade à primeira vista não é evidente. Porém, as plantas proporcionam prazer à vista pela exuberância das suas folhas e flores. Transmitem gozo pela experiência táctil aquando da sua manipulação e cultivo. E o que dizer dos odores que se soltam das suas perfumadas flores?
Rafael Carvalho / Ago2008

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A Casa

Foto: Casa de Monte Paleiro/Ribeira de Nisa, Portalegre
+ Paredes brancas pátios interiores as mesas largas as cadeiras quase toscas despojamento de convento e de deserto a planície prolonga-se na casa com seu rigor e sua estética do necessário do liso do elementar. + Aristocracia do pobre com sua manta e com seu cobre. + Há um cheiro a pão recém-cortado. + A casa alentejana está escrita na planície como o poema no branco descampado.
+
Manuel Alegre (Alentejo e Ninguém. Ed. Caminho)
======================================
Arquitectura popular alentejana, património, tradição, ambiente…
Versando estes e outros temas, recomendo uma espreitadela ao blogue “Entre Tejo e Odiana”
de onde extraí a imagem e o texto anterior.

sábado, 9 de agosto de 2008

Arquitectura Vernácula da Região Saloia

Na minha última mensagem fiz referência a um edifício de características marcadamente saloias. Dos arquitectos José Manuel Fernandes e Maria de Lurdes Janeiro, para quem queira saber mais sobre a arquitectura saloia recomendo a leitura do livro “Arquitectura Vernácula da Região Saloia - Enquadramento na Área Atlântica”. Este livro pode ser descarregado gratuitamente aqui.
Rafael Carvalho / Ago2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Arquitectura saloia em Óbidos

Foto: Óbidos Localizada em Óbidos, refere-se a presente imagem a uma casa implantada fora das suas muralhas. Torreada, facilmente deixa transparecer as suas origens saloias. Como outras casas saloias, possui um corpo de dois pisos e quatro águas – a torre, justaposto a outro volume térreo. Parece que este estilo arquitectónico tem a sua génese nas tradições moçárabes, tendo resistido às inovações cristãs. Os volumes torreados, normalmente cúbicos, o que não acontece no presente caso, pelas suas proporções remetem para a «caaba», o «cubo sagrado» do islão, edifício religioso que é o objecto básico da peregrinação a Meca. A arquitectura saloia distribui-se sobretudo nos arredores de Lisboa, estando contudo presente noutras zonas da Estremadura.
Rafael Carvalho / Ago2008

domingo, 3 de agosto de 2008

«Arquitectura Popular Portuguesa» em Selo -6/20

Casas Alentejanas– Selo 6 de 20

Évora - 1986.04.27 - Postal-Máximo obtido aqui
+
+
A Arquitectura Popular está directamente ligada ao meio ambiente e assim, também em Portugal, de região para região se podem apontar características arquitectónicas específicas.
+
Desenhado por José Luís Tinoco, este selo posto a circular a 10 de Março de 1986 retrata um conjunto de CASAS ALENTEJANAS de arquitectura colectiva, agrupadas nas grandes planícies, destacando-se em todas elas as suas enormes chaminés.
Rafael Carvalho / Ago2008