domingo, 1 de março de 2009

DOURO: Rede das Aldeias Vinhateiras poderá ser alargada

Foto: Ucanha, obtida em http://www.aldeiasvinhateiras.pt
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"O projecto das Aldeias Vinhateiras, que visou a regeneração do património e revitalização socio-económica de seis aldeias, poderá ser alargado a outras localidades do Douro, anunciou o chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro (EMD).
Ricardo Magalhães, que falava à margem das Jornadas do Património Cultural do Douro, que decorreram em Sabrosa, referiu que as Aldeias Vinhateiras são “um projecto de promoção do Douro e que faz todo o sentido estendê-lo a outros concelhos”. Lançado em 2001, no âmbito da Acção Integrada de Base Territorial do Douro (AIBT do Douro), o programa “Aldeias Vinhateiras” tem como objectivo principal a criação de uma dinâmica de regeneração e valorização das aldeias do Douro Vinhateiro, através da revitalização socio-económica, da fixação da população e do reforço da promoção turística do Douro. As aldeias que integram a rede são Favaios, Provesende, Barcos, Trevões, Telões e Ucanha, que se distribuem pelos concelhos de Alijó, Sabrosa, São João da Pesqueira, Tabuaço e Tarouca. Segundo Ricardo Magalhães, a intervenção física, que envolveu a recuperação de edifícios, está praticamente terminada, faltando apenas a aldeia de Trevões. Agora diz que é necessário passar para uma segunda fase que visa estimular a economia da aldeia, através da abertura de cafés, quartos para acolher os turistas ou a aposta nos produtos da terra como compotas ou artesanato. A terceira fase do programa está relacionada com a promoção em rede das aldeias. O responsável referiu ainda que este ano se vai repetir o programa de animação turística nas seis localidades. Só depois de terminado e consolidado todo este trabalho é que, segundo Ricardo Magalhães, a rede será alargada."
Marão online - 8Fev2009
Notícia extaída daqui

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Arquitectura Vernácula em Pias - Cinfães

Foto: Pias, Cinfães - Verão de 2008
+ Com o verde a denunciar as influências atlânticas, entre latadas, o motivo da imagem despertou-me a atenção por encerrar em si alguns dos aspectos da arquitectura popular duriense. Desde logo o omnipresente tabique, denunciado pela madeira das guarnições e moldura das janelas (de guilhotina, como se impõe), bem como pelos alegres soletos, desta feita caiados em tons de ocre para quebrar a monotonia do negro, um verdadeiro hino à policromia duriense. Também o telhado revela a presença de vestígios de cal, usada desde longa data na região por desinfectar e favorecer, no verão, o arrefecimento da casa.
Rafael Carvalho / Fev2009

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Entrudo em Lazarim - 2009

Foto obtida aqui +
Chegou o Entrudo mais típico de Portugal!
A Progestur, em parceria com a Câmara Municipal de Lamego, a Junta de Freguesia e a Casa do Povo de Lazarim, organizam mais uma edição do “Entrudo em Lazarim”.
Segue-se o programa:

(Clique na imagem para a ampliar)
+ Com a duração de aproximadamente 40 minutos, pode escutar aqui a excelente Reportagem TSF - "Lazarim - A Alma do Entrudo".
+ Se pretender visitar os primos caretos de Podense, clique aqui.
Rafael Carvalho / Fev2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Relógio de Sol em Pias - Cinfães

Foto: Aldeia de Pias, Cinfães
+ Assente num poial de pedra junto de uma janela, o relógio de sol da imagem encanta. Sem necessitar de corda ou pilha, mede a passagem do tempo pela projecção da sombra do pino sobre o mostrador. Desde que haja sol, pois claro!
Rafael Carvalho/Fev2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pias, uma pérola no Douro

Foto: Pias, concelho de Cinfães +
Localizada na margem esquerda do rio Bestança, afluente do Douro, Pias, concelho de Cinfães, constitui um verdadeiro ex-líbris para os admiradores da arquitectura vernácula duriense. As suas ruas, prenhas de luz, com excelente piso mas inadaptadas ao trânsito automóvel, permitem admirar com toda a segurança o esplendor desta aldeia. Este é um dos poucos locais onde a presença de elementos arquitectónicos dissonantes pouco se faz notar, pelo que se convergissem interesses nesse sentido, um programa de recuperação do povoado menos exigente do ponto de vista financeiro produziria certamente efeitos facilmente visíveis. Veja-se o bom exemplo dos programas de recuperação das “Aldeias Vinhateiras do Douro” ou das “Aldeias de Xisto”, uma mais-valia para os concelhos que integram. Curioso é o facto do património arquitectónico de Pias permanecer no anonimato, fora dos roteiros turísticos, como facilmente se comprova por uma breve pesquisa na Net. Numa faixa de largas dezenas de quilómetros, a região marginal ao rio Douro constitui um hino à construção em tabique, de que uma localidade como Pias poderia ser certamente a capital.
Rafael Carvalho / Fev2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Arquitectura Vernácula em Vila Seca - Armamar

Foto: Vila Seca, Armamar + A casa da imagem localiza-se na povoação de Vila Seca, concelho de Armamar. É composta por dois corpos. Do pequeno corpo da direita, construído em tabique, sobressaem os entablamentos rendilhados do telhado. Com paredes exteriores em granito, no corpo da esquerda, maior, destaca-se no primeiro andar uma harmoniosa varanda. Virada a Sul, recuada e protegida pelos topos fechados, esta aconchegante tribuna permite em pleno Inverno a entrada de sol, altura em que este anda mais baixo. No Verão, quando o sol circula mais alto, o telhado evita a excessiva exposição solar. A actual arquitectura bioclimática pretende recuperar estes princípios, geração após geração sabiamente aplicados e transmitidos. Curiosamente neste exemplar, ao invés do habitual tabique, a separação entre o interior da habitação e a varanda é feita por uma parede de madeira. No livro “Arquitectura Tradicional Portuguesa”, Ernesto Veiga de Oliveira defende que o tabique na região do Douro veio substituir uma forma mais arcaica, pobre e singela de edificar, que usava a construção em tabuado de madeira sobre o rés-do-chão em pedra. Será este exemplar uma reminiscência desses longínquos tempos? Este belo espécime arquitectónico não possui as habituais janelas de guilhotina, tão divulgadas na região duriense. Porém há coisas que não mudam, como a omnipresente loja, sobre a qual assenta o primeiro andar. Pintado de castanho, o rodapé agrupa os dois volumes. O avanço do telhado do corpo dextro sobre o esquerdino acentua este efeito.
Rafael Carvalho / Fev2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tabique em Alvações do Corgo

Foto: Alvações do Corgo, SMP + «O tabique (…) é um método construtivo comum em grande parte do vale do Douro, onde subsiste nalgumas construções centenárias. Distribuída por diversos locais do mundo, esta técnica consiste numa estrutura portante de madeira interligada por trama de madeira, formado por um engradado preenchido por terra argilosa, podendo conter fibras vegetais.»
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Para saber mais sobre tabique, clique aqui.
Rafael Carvalho / Fev2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Velha fachada em Santa Marta

Foto: Lobrigos, SMP +
As janelas da imagem pertencem a um velho e infelizmente arruinado edifício, localizado na estrada que liga Alvações do Corgo a Lobrigos, concelho de Santa Marta de Penaguião. Como em muitas das habitações durienses, as paredes combinam o xisto e o granito como materiais de construção, sendo que este último material, mais resistente mas aqui menos abundante é usado nas molduras de portas e janelas, bem como nos cunhais, ainda visíveis aliás nesta fotografia. A elaborada cantaria que emoldura as janelas, condiz com a arquitectura erudita do edifício em que se insere, fazendo adivinhar a alvura do reboco entretanto desaparecido. Numa altura em que a única tecnologia de corte de ferro seria o serrote, o gradeamento maciço da janela do rés-do-chão teria certamente um forte efeito dissuasor.
Rafael Carvalho / Fev2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

«Arquitectura Popular Portuguesa» em Selo -15/20

Casa Algarvia – Selo 15 de 20 + A Arquitectura Popular está directamente ligada ao meio ambiente e assim, também em Portugal, de região para região se podem apontar características arquitectónicas específicas.
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Desenhado por José Luís Tinoco, este selo posto a circular a 15 de Março de 1988 retrata uma CASA ALGARVIA. Com tendências árabes dá grande realce às grandes e trabalhadas chaminés.
Rafael Carvalho / Fev2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Uma argola / um puxador

Foto: Aldeias, Armamar + As formas encontradas pelo povo para resolver as situações problemáticas são de uma simplicidade comovente. Uma argola de ferro, dois pregos – eis um puxador. + Puxador – «peça de madeira, de metal, etc., por onde se puxa para abrir gavetas, portas, etc. …» In: Dicionário da Língua Portuguesa, por J. Costa e A. Melo / 5ª edição – Porto Editora
Rafael Carvalho / Abr2008