Rafael Carvalho / Mar2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Ingenuamente pintada...
terça-feira, 24 de março de 2009
Janela no Pinhão
Foto: Pinhão, Alijó
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Pertencente à cede do Clube Pinhoense, a janela da imagem encanta. Encanta pela robustez do granito que a emoldura, acentuada pelo gradeamento em ferro maciço que possui. Mas não é só a janela que fascina. Fascina também a parede em que a janela se insere, verdadeiro puzzle, verdadeira muralha!
Rafael Carvalho / Mar2009
sábado, 21 de março de 2009
Majestosos Medronheiros
Para comemorar o dia da árvore exponho as duas fotografias seguintes, capturadas em Maio de 2006 em Aldeia-de-Cima, concelho de Armamar.
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Os dois espécimes vegetais em causa são medronheiros (Arbutus unedo), os maiores que conheço.
Localizam-se numa propriedade privada, actualmente toda murada e de acesso por isso restrito. Todo o espaço é uma agradável surpresa. Contém, para além dos muitos medronheiros, diversas espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas da nossa flora espontânea: castanheiros (Castanea sativa); pinheiros bravos (Pinus pinaster); cerejeiras bravas (Prunus avium); zimbros (Juniperus oxycedrus); carvalhos negrais (Quercus pyrenaica); estevas (Cistus ladanifer); giestas (Cytisus sp.); tojos (Ulex sp.); pilriteiros (Crataegus monogyna); abrunheiros bravos (Prunus spinosa); rosmaninhos (Lavandula stoechas) …
O proprietário, pessoa informada, tem sabiamente gerido todo este património natural.
Curiosamente, à data das fotografias, dava-se na mesma propriedade início à construção de uma moradia seguindo a tipologia e os métodos construtivos tradicionais locais.
São dessa altura as fotografias abaixo expostas.
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Património natural, património construído…
Duas paixões que se aliam no dia da árvore.
Rafael Carvalho / Mar2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
«Arquitectura Popular Portuguesa» em Selo -16/20
Casa Transmontana – Selo 16 de 20
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A Arquitectura Popular está directamente ligada ao meio ambiente e assim, também em Portugal, de região para região se podem apontar características arquitectónicas específicas.
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Desenhado por José Luís Tinoco, este selo posto a circular a 15 de Março de 1988 retrata duas CASAS TRANSMONTANAS. De aspecto “másculo”, utilizam pedra na sua construção, mimetizando a rocha de onde foi extraída. Apresenta-se dignamente sem ornatos.
Rafael Carvalho / Ago2008
segunda-feira, 16 de março de 2009
Soleto de ardósia / escama de sereia
Foto: São Martinho de Mouros
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· Tendo entrado por engano na barra do Douro, conta-se que uma sereia subiu rio acima.
Encantada com a beleza do vale, à passagem, salpicou as casas com as suas escamas.
· Dizem que o diabo também tem cascos! Há inclusive quem lhe chame pé de cabra…
Pendurem-se pois ferraduras nas casas, lembrando a belzebu que em cada esquina há quem o espere, disposto a oferecer-lhe um par de sapatos (ferraduras, entenda-se).
Rafael Carvalho / Mar2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
Empresas/Arquitectos com tradição (III)
Motivado por algumas das postagens do blogue “http://boassas.blogspot.com/”, visitei Boassas em 2008. Bem no centro da aldeia, com um excelente enquadramento, deparei com aquela que agora sei chamar-se a “Casa Fernando Ventura”.
Estava longe de imaginar que o que se vê é fruto de uma remodelação recente. O recurso à inclusão de elementos característicos da arquitectura tradicional local foi feita com uma qualidade tal que fui induzido em erro. Projectada pelo arquitecto Cerveira Pinto, afinal a “Casa Fernando Ventura” não esteve sempre lá, como eu na altura então julguei!
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Arquitecto versátil que facilmente se adapta ao meio envolvente, arrojado por não ter receio de usar a linguagem vernácula nos seus projectos, a referência ao arquitecto Cerveira Pinto consta a partir de hoje na minha lista de “empresas/arquitectos com tradição”. Esta lista está presente no friso lateral deste blogue.
terça-feira, 10 de março de 2009
Mix em Pias
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Encontrei o espécime da imagem em Pias, para os lados de Cinfães.
Vejo nele um misto de arquitectura popular e erudita.
Popular porque não segue a rigidez geométrica do solar. Erudita pela qualidade das cantarias expostas, pela imaculada cal, pelo pormenor das escadas em arco. Erudita também pelo rodapé em azulejo, algo raro no Douro.
Encanta-me a trapeira em tabique que em vez da habitual janela possui uma porta culminando em varanda. E o que dizer da roseira-trepadeira?
Rafael Carvalho / Mar2009
domingo, 8 de março de 2009
Rico enquadramento para modesto casebre
Foto: Contim - Armamar
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Quem de Armamar segue em direcção a Moimenta da Beira, entre carvalhos (Quercus pyrenaica) e escassos pinheiros (Pinus pinaster), em Contim vislumbra o exemplar arquitectónico da imagem. Não passando actualmente de um mero e simples barracão agrícola, a qualidade da cantaria de que é feito impressiona.

A moldura vegetal envolvente é um forte contributo para a beleza do conjunto.
Aquando da minha visita a tão modesto espécime, fui presenteado com uma agradável surpresa. Entre folhas, sobreviventes despojos Invernais, do solo erguiam-se centenas de narcisos (Narcisus sp.), de que o núcleo da fotografia é apenas um exemplo.
Rafael Carvalho / Mar2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Óculos
Foto: Pias, Cinfães
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Refere-se a imagem a um dos muitos “óculos” presentes, ao nível do rés-do-chão, em muitas das portas durienses.
No Douro o rés-do-chão serve normalmente de armazém, outrora também usado como estábulo para os animais. Por norma é local com poucas aberturas ao exterior. Aos “óculos” e frestas cumpre conduzir ao interior uma nesga de luz, bem como alguma ventilação.
Os óculos surgem com as mais variadas formas (coração, círculo, estrela, losango…), contribuindo desta forma para a diversidade arquitectónica duriense.
Rafael Carvalho/Mar2009
domingo, 1 de março de 2009
DOURO: Rede das Aldeias Vinhateiras poderá ser alargada
Foto: Ucanha, obtida em http://www.aldeiasvinhateiras.pt
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"O projecto das Aldeias Vinhateiras, que visou a regeneração do património e revitalização socio-económica de seis aldeias, poderá ser alargado a outras localidades do Douro, anunciou o chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro (EMD).
Ricardo Magalhães, que falava à margem das Jornadas do Património Cultural do Douro, que decorreram em Sabrosa, referiu que as Aldeias Vinhateiras são “um projecto de promoção do Douro e que faz todo o sentido estendê-lo a outros concelhos”.
Lançado em 2001, no âmbito da Acção Integrada de Base Territorial do Douro (AIBT do Douro), o programa “Aldeias Vinhateiras” tem como objectivo principal a criação de uma dinâmica de regeneração e valorização das aldeias do Douro Vinhateiro, através da revitalização socio-económica, da fixação da população e do reforço da promoção turística do Douro.
As aldeias que integram a rede são Favaios, Provesende, Barcos, Trevões, Telões e Ucanha, que se distribuem pelos concelhos de Alijó, Sabrosa, São João da Pesqueira, Tabuaço e Tarouca.
Segundo Ricardo Magalhães, a intervenção física, que envolveu a recuperação de edifícios, está praticamente terminada, faltando apenas a aldeia de Trevões.
Agora diz que é necessário passar para uma segunda fase que visa estimular a economia da aldeia, através da abertura de cafés, quartos para acolher os turistas ou a aposta nos produtos da terra como compotas ou artesanato.
A terceira fase do programa está relacionada com a promoção em rede das aldeias.
O responsável referiu ainda que este ano se vai repetir o programa de animação turística nas seis localidades.
Só depois de terminado e consolidado todo este trabalho é que, segundo Ricardo Magalhães, a rede será alargada."
Marão online - 8Fev2009
Notícia extaída daqui
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