sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Edifício da Fundação Lapa do Lobo
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O meu último post fazia referência à Fundação Lapa do Lobo. Esta fundação, localizada na homónima povoação do concelho de Nelas, tem nos seus estatutos a realização de acções de sensibilização no que diz respeito à recuperação do património. Exemplo dessa preocupação é a própria sede deste organismo, instalada numa habitação reconstruída. Com a duração de 8m48s, o vídeo que hoje apresento é uma referência a este espaço, onde numa casa antiga foi possível imprimir contemporaneidade sem que se perdesse a alma do lugar e sem estragar a traça do edifício.
Clique aqui para aceder ao vídeo.
Rafael Carvalho / Dez2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
A Beleza das Casas Adormecidas

Imagem obtida aqui.
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Um pouco por todo o país existem casas que parecem dormir. Estão apenas à espera que alguém se apaixone por elas, as recupere e desperte para uma nova vida.
São muitas as aldeias, do Minho ao Algarve, cheias de casas antigas, tantas vezes degradadas e abandonadas. De pedra, xisto, taipa ou adobe, estas são casas adormecidas, mas que a qualquer momento podem despertar. Uma vez recuperadas, podem ser reutilizadas e adaptadas à actualidade, dotadas de todas as comodidades e funcionalidades que exigem os dias de hoje. Esta é a principal mensagem do documentário “Casas Adormecidas – um passado com futuro”, realizado por José Cunha e Ana Pissarra, da produtora Go-To, e com texto da arquitecta Ana Tostões.
“O documentário foi pensado como instrumento de sensibilização e inspiração, destinado a um público generalista, com o objectivo de mostrar que é possível reabilitar, recuperar e refazer casas velhas que parecem destruídas e irrecuperáveis”, explica Ana Tostões. O título Casas Adormecidas, explica-se, assim: ”São habitações abandonadas, perdidas, mas recuperáveis. Podem ser transformadas e aí estamos a criar um futuro com passado”. Para tal, basta que alguém acredite nas suas potencialidades e as reabilite.
Ao longo de trinta e cinco minutos o documentário passa em revista belas imagens de aldeias e vilas nacionais. Mostra habitações abandonadas e exemplos de recuperação onde não faltam as funcionalidades da vida moderna. A ideia aqui contida é clara: é necessário preservar a arquitectura popular portuguesa. A fazê-lo, está-se a manter a identidade, individualidade e memória dos lugares. Recuperar significa transformar sem destruir. Além disso, a reabilitação do edificado é ainda uma atitude sustentável, uma vez que se reutilizam partes da casa e os materiais com que estas foram construídas, e sempre respondendo de forma eficaz às exigências térmicas e acústicas dos dias de hoje. “Queremos demonstrar que é possível recuperar a casa velha; muitas destas casas vêm com memórias dos tempos difíceis, mas ao dotá-las de todo o conforto contemporâneo podem ‘bater-se’ com a construção nova”, acrescenta a arquitecta. De construção simples, sem uma arquitectura de estilo, estas habitações foram edificadas ao longo dos tempos com os materiais dos locais onde se situam. A professora universitária acredita que a sua reabilitação representa a preservação de um património importante e mantém viva a história dos lugares e das regiões.
O documentário “casas adormecidas” foi promovido pela Fundação Lapa do Lobo, com sede no concelho de Nelas. Vai ser distribuído por escolas, associações de defesa do património, autarquias, gabinetes de projecto e a todas as entidades que o solicitem. O objectivo é levar mais longe a mensagem de que é importante dar um futuro a estas casas com passado. Sensibilizar as pessoas para o facto de que é possível reabilitar e tornar funcionais as habitações rústicas, podendo ser mais económico do que a construção de raiz.
Carlos Torres, administrador da Fundação Lapa do Lobo conta que “sempre fui muito sensível à reabilitação do património arquitectónico popular português, de linhas direitas, robusto, mas de bom gosto. Património que aqui na Beira Alta, e também um pouco por todo o país, está muitas vezes ao abandono. É por isso que a Fundação Lapa do Lobo tem nos seus estatutos a realização de acções de sensibilização no que diz respeito à recuperação do património”. Exemplo dessa preocupação é a própria sede deste organismo, instalada numa habitação construída em granito – a Fundação tem também recuperado outros espaços na aldeia de Lapa do Lobo.
A promoção deste documentário tem como objectivo mostrar que é possível manter as aldeias vivas, belas e sem casas abandonadas. Para assinalar a primeira exibição do filme, a Fundação organizou, no final de Novembro, um colóquio sobre a “Reabilitação da arquitectura popular portuguesa” em que os oradores convidados foram unânimes quanto à necessidade de incentivar a recuperação do edificado popular. Francisco Keil do Amaral, arquitecto, louvou mesmo o documentário referindo ser esta a primeira vez que o problema da habitação é abordado com uma aproximação à vida real das pessoas. Para o geógrafo João Ferrão reconstruir e reabilitar é possível e vantajoso, em comparação com a construção nova. Em jeito de resumo, sublinhe-se que a ideia defendida não é a de promover museus ao ar livre em cada aldeia, mas antes devolver a vida ao interior do país e aproveitar a riqueza do património construído.
Texto: Maribela Freitas
Extraído do suplemento Expresso “Espaços e Casas” nº 1991 / 23Dez2010.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Beiral de ardósia em Fráguas
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Quando visitei Fráguas, achei curioso o beiral de ardósia presente nalgumas casas.
Trata-se certamente de uma reminiscência do tempo em que os telhados na região eram feitos integralmente de ardósia.
Pelo afastamento geográfico, aparentemente sem qualquer relação, também na região de Penafiel e Paredes é comum encontrar beirais de ardósia.
Rafael Carvalho / Dez2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Construção primitiva em Fráguas
Foto: Fráguas / Vila Nova de Paiva
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Continuo por Fráguas, exibindo as suas rudes mas belas construções populares.
Os toscos blocos de granito continuam omnipresentes.
Tendo uma única porta por abertura, na imagem uma das suas construções primitivas. Certamente serviria de arrumos ou estábulo para albergue dos animais
Cumpriu a sua função. Vejamos durante quanto se manterá de pé.
Rafael Carvalho / Dez2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Alminhas em Fráguas
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Nas nossas aldeias o divino está sempre presente.
Em quantos casos a aldeia não se organiza em torno de uma igreja/capela?
Em habitações particulares ou no domínio público, encontramos muitas vezes cruzeiros e alminhas, como relata a presente imagem.
Trata-se de património que urge divulgar, conhecer e preservar.
Sobre as alminhas poder-se-á saber mais clicando aqui.
Rafael Carvalho / Dez2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Fráguas – rude porta, velha porta…
Rafael Carvalho / Dez2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Telha de cano em Fráguas
Foto: Fráguas – Vila Nova de Paiva
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Na minha curta estadia por Fráguas, encantei-me com a combinação dos materiais usados na sua arquitectura popular - pedra e madeira locais, ferro, telha de cano e outros.
Na imagem a dita telha, por onde espreita um sedum florido, bem gordinho após alguns dias de chuva.
A arquitectura popular é rica em variedade de texturas e cores. Às variações cromáticas do barro, artesanalmente cozido, acrescente-se a rica paleta que lhe é conferida pelos diversos líquenes.
Rafael Carvalho / Dez2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
Porta azul-turquesa em Fráguas
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Referia-me na mensagem anterior a uma porta azul celeste.
O povo gosta de cor e eu gabo-lhe o gosto. Desta feita, também em Fráguas, entra-nos o azul-turquesa pela vista adentro.
A erva, espigada na altura, denuncia-nos o abandono. Temo que o azul-turquesa da porta passe a celestial, antes de se eclipsar.
Rafael Carvalho / Dez2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Palheiro em Fráguas
Foto: Fráguas – Vila Nova de Paiva
A minha passagem por Fráguas revelou-se uma surpresa. Nesta povoação do concelho de Vila Nova de Paiva, ainda subsistem em relativo bom estado diversos exemplares da nossa arquitectura vernácula.
O edifício da imagem, modesto palheiro, encantou-me.
Pedra sobre pedra, granítica no caso, alvenaria de junta-seca.
Com uma única porta e uma única janela por aberturas, o edifício deliciou-me pela sua simplicidade.
A rudeza da construção contrasta com o mimo do azul celeste com que a sua porta foi pintada, desgastada agora pela passagem do tempo e pela incúria do homem.
Rafael Carvalho / Dez2010
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