quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Projecto Meia-Cana / Loulé

Imagem e texto obtidos em http://www.meiacana.org/ + “A invasão ao sul pelos povos árabes do norte de África veio alterar a habitação nesta região. Sentiram necessidade de subir para cima da casa, para estar mais perto do céu, como quem sobe ao cimo da duna para se orientar. Desenvolveram terraços e mirantes que mais não são do que observatórios de astronomia, e secundariamente utilizados para recolha de águas pluviais ou seca dos produtos agrícolas”.
Rafael Carvalho / Ago2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Arquitectura vernácula na Portagem - Marvão

Foto: Portagem - Marvão
+ Com um único piso e localizada na Portagem, a casa da imagem encerra algumas das características de uma certa arquitectura vernácula alentejana. A única abertura ao exterior resume-se a uma porta. A ausência de janelas contribui para a manutenção de uma atmosfera fresca no Verão. Para a frescura também contribui o branco da cal que reflecte a luz solar. Junto à porta lá está o poial, assim haja tempo e companhia para uma conversa depois da sesta. Colado à frontaria da casa, também característico no Alentejo é a manutenção de um pequeno jardim.
Coberto com telha caleira o telhado é de duas águas.
Na fachada também lá está a chaminé.
Rafael Carvalho / Ago2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estação de S. Bento entre as "16 mais belas do mundo"

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Imagens obtidas aqui, aqui e aqui.
A estação de caminhos-de-ferro de São Bento, no Porto, foi considerada pela edição on-line da revista norte-americana "Travel+Leisure", como uma das "16 estações mais bonitas do mundo". A revista de turismo e lazer, que afirma ter 4,8 milhões de leitores, destaca na estação de São Bento os painéis de azulejos da entrada: "Se o exterior é certamente bonito e traz-nos à memória a arquitectura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge Colaço completar." A listagem inclui, entre outras, a neoclássica Gare du Nord, em Paris, os jardins interiores de Atocha, em Madrid, as modernas estações de Kanazawa, no Japão, e de Melbourne, na Austrália, o terminal Arte Nova do Expresso do Oriente, em Istambul, ou a belíssima estação neogótica de S. Pancras, em Londres. A estação de Maputo, dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, é a única do continente africano a figurar na lista. O artigo da revista Travel+Leisure destaca os exteriores "verdejantes", a "larga cúpula" e o trabalho intricado do aço que fazem do edifício "uma inesperada, mesmo que modesta, beleza". A estação, construída entre 1913 e 1916, é erradamente referenciada como podendo ter sido desenhada por Gustave Eiffel, já que é dos arquitectos portugueses Alfredo Augusto Lisboa de Lima, Mário Veiga e Ferreira da Costa. A gare de São Bento que se ergue no local onde se encontrava o mosteiro de São Bento de Avé Maria, e está classificada como Património da Humanidade, foi construída após se vencer a difícil tarefa de prolongar a linha que terminava em Campanhã, através dos túneis da Quinta da China, do Monte do Seminário e das Fontainhas, que ficou concluído em 1896. O projecto da estação só viria ser aprovado em 1900, ano em que os reis D. Carlos e D. Amélia presidiram ao início das obras, que terminariam 16 anos depois. O projecto de decoração da gare em azulejos de Jorge Colaço foi adjudicado em 1905 pela quantia de 22 mil réis, considerada muito elevada para a altura. Os painéis, assentados em 1915, representam cenas da história de Portugal, como Egas Moniz perante o rei de Leão, o casamento de D. João I, a conquista de Ceuta, temas de etnografia do Minho e do Douro, figuras simbólicas e no friso superior é mesmo retratada a evolução dos transportes."
Jornal de Notícias, 24Ago2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Centro Interpretativo de Ammaia – últimas imagens.

+ Fotos: Ammaia - Marvão +
Rafael Carvalho / Ago2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cidade Romana de Ammaia (II)

Foto: Ammaia -Marvão +
Continuo pela cidade romana de Ammaia e pelo seu centro interpretativo que, como referido no post anterior, recuperou uma antiga casa agrícola. No seguimento das uniões entre telhas, acho curiosos os entalhes no reboco da fachada lateral, situação tão característica nesta zona do país. Não sei se os ditos entalhes têm nome. Alguém me ajuda? A reconstrução das coberturas respeitou os materiais e o método construtivo original. Serviço esteticamente bem feito como se pode comprovar pela última fotografia.
Rafael Carvalho / Ago2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ammaia – Cidade Romana (I)

Fotos: Ammaia - Marvão
+ Na minha semana de férias no Alto-Alentejo, defini duas prioridades: Marvão e Monsaraz. Estas duas povoações são definitivamente dois ex-líbris na região. Já o sabia aliás por aquilo que vou lendo sobre o que de melhor temos no país. A caminho do Marvão parei em Ammaia, cidade romana reportada na primeira imagem cujas escavações arqueológicas se iniciaram em 1995. Há semelhança de outros locais históricos (Santuário de Panóias, Gravuras Paleolíticas da Ribeira de Piscos, Castelo de Numão, …), também aqui o Centro Interpretativo reaproveitou estruturas já existentes - uma casa agrícola no caso. Salvaguardam-se assim dois patrimónios, junta-se o útil ao agradável. +
O Centro interpretativo - Museu Monográfico da Cidade de Ammaia, mostra a vida quotidiana da população que aqui viveu, bem como os diversos objectos aqui encontrados e inventariados, possuindo mesmo uma das mais importantes colecções de vidros romanos da Península Ibérica.
Rafael Carvalho /Ago2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tesouros do Artesanato Português - Qualidade a preço de saldo…

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5€/volume na Livraria Bertrand
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• Vol. I - Madeiras e Fibras Vegetais - Incide sobretudo nos trabalhos em madeira. O texto de Teresa Perdigão mistura a investigação sobre as várias formas e práticas do artesanato com a história e as histórias dos artesãos, os locais onde trabalham, etc.. E temos desde as bonecas em madeira pintada da Ti Guilhermina, de Vila Flor, Bragança, às violas de José Augusto Cobão, da Ilha Terceira, ou de Carlos Jorge Rodrigues, do Funchal, as gaitas de foles de Ângelo Arribas, os violinos e violoncelos de fama mundial do Mestre Capela, de Espinho (Rostropovich encomendou-lhe um), e por aí fora, de móveis a máscaras, barcos, objectos em verga, palhinha etc.. As belíssimas fotografias que acompanham o texto são da autoria de Nuno Calvet.
• Vol. II – Têxteis - Totalmente dedicado aos têxteis, sob esta designação geral se incluindo a Tecelagem da lã, do algodão e da seda; os Bordados, as Rendas e ainda Outras Costuras, de inegável interesse etnográfico mas de difícil inclusão em qualquer das designações tradicionais.
• Vol. III - Olaria e Cerâmica - Dedicado a uma das formas mais do gosto dos portugueses: a olaria. Aqui se trata de todas as formas de tratamento do barro ainda em fabrico pelas nossas vilas e aldeias. A autora dividiu o volume em duas grandes partes: a olaria propriamente dita e a modelação. A primeira parte abrange os trabalhos em barro vermelho de artesãos instalados por todo o país, desde Guimarães a Reguengos de Monsaraz e a Vila Franca do Campo, nos Açores; e os trabalhos em barro preto de Bizalhães a Molelos. Na segunda parte, dedicada à modelação, tomam lugar cimeiro, como seria natural, Barcelos e Estremoz, mas sem esquecer os outros centros de produção de modelação pintada, e ainda modelação em barro branco (das Caldas da Rainha) e em barro preto (de Mangualde).São quase 200 páginas de um encanto para os olhos e nas quais o leitor interessado muito aprende desta arte secular entre nós e que vai passando de geração em geração sem dar mostras de se extinguir. Como afirma a autora no prefácio: «a olaria renova-se e transforma-se. O figurado valoriza-se. Uma nova geração de oleiros ceramistas e barristas sucede àquela que conheceu antigos processos de trabalho e antigos modos de aprendizagem».
• Vol IV - Papel, marfim, pedra e metais - Os artesãos que apresentam os seus trabalhos nesta obra foram escolhidos pela excelência do trabalho, a capacidade de inovar e os prémios recebidos em concursos na área das artes tradicionais.
Rafael Carvalho / Ago2011

domingo, 7 de agosto de 2011

Oficinas de Arquitectura Vernacular

(Clique na imagem para ampliar)
Golegã - 21, 22 e 23 de Outubro de 2011
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"Cada região detém um conjunto de potencialidades que decorrem tanto da sua própria história como do papel que desempenhou na História do nosso país. Ao longo do tempo foi naturalmente gerado património, tanto material como imaterial, que urge identificar e constituir como memória e identidade reconhecida. Do património monumental, seja religioso ou militar, muito se tem falado. No entanto, existe “outro património”, habitualmente desprezado e, portanto insuficientemente estudado e protegido, que é constituído pela arquitectura dita vernacular ou popular, que se expressa na habitação urbana e rural, com tipologias que variam segundo os vários estratos sociais que a conceberam e vivenciaram, e também no edifício especializado, ligado a uma actividade local (moinho, lagar, celeiro, entre outros). Ao longo da História é também gerada uma identidade local, muitas vezes expressa num património imaterial, que envolve o imaginário colectivo de determinada comunidade, os modismos de linguagem, os diferentes modos de relacionamento com a realidade circundante entre outros, que urge preservar através da cuidadosa inventariação. Num primeiro momento trata-se somente dos termos aplicados à arquitectura vernacular, mas posteriormente pretende-se um âmbito mais alargado. Considerando que há património subaproveitado e em risco que pode ser um óptimo recurso de desenvolvimento cultural e turístico, integrando soluções concretas para o futuro, pretende-se com este workshop recuperar e recriar identidade e riqueza, (re)abrindo caminhos criativos conducentes à valorização da arquitectura vernacular na Golegã"
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Mais informações clicando aqui.
Rafael Carvalho / Ago2011

Capela de São Sebastião - Montargil

Foto: Montargil – Ponte de Sôr
+ Em tempo de férias rumei ao sul interior, desejo há muito tido e agora concretizado. Por uma semana troquei o Norte granítico pelo Sul calcário, a sombra pela claridade, a ausência do reboco pela cal. Já conhecia o Alentejo, Alto-Alentejo no caso. No dia-a-dia vou virtualmente acompanhando as novidades que vão surgindo Entre o Tejo e Odiana. Dando uso aos cinco sentidos, após muitos anos de ausência, nada chega porém à minha presença física.
+ Erguida no século XVIII, na imagem a Capela de São Sebastião em Montargil, terra que me deu guarida. Curiosas são as espirais que ladeiam o campanário, omnipresentes no Alentejo em fontes e capelas de feição popular.
Rafael Carvalho / Ago2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Edifícios de construção tradicional em madeira

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Os palheiros são edifícios tradicionais de construção integral em madeira, existentes no litoral central português. Foram originalmente concebidos para guardar as alfaias relacionadas com a pesca, e dar abrigo aos pescadores durante a época da faina. Localizados perto do mar, começaram a ser também usados como casas de férias. Os veraneantes mais abastados chegavam a construir o próprio palheiro, muitas vezes de gosto burguês, mais luxuoso e robusto que o do pescador.” + Título: Edifícios de construção tradicional em madeira – O exemplo dos palheiros do litoral central português. Âmbito: Prova final para a licenciatura em arquitectura. Autor: Daniel Fernando Oliveira Moutinho
Ano: 2006/07
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Rafael Carvalho / Ago2011