quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Arquitetura Bioclimática em Monsaraz


Foto: Monsaraz
Junto à casa do meu último post, a casa que hora apresento.
Branca, como todas as outras de Monsaraz. A alva cal reflete a radiação solar aliviando com isso o fresco interior. As paredes adivinham-se espessas, é forte a inércia térmica. E o que dizer da frondosa ramada de videira? Aproveitam-se no outono as uvas. No pino do verão, a evapotranspiração e a sombra contribuem para aliviar a canícula.
Rafael Carvalho / Out2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cor em Monsaraz

Foto: Monsaraz
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O título do presente post - Cor em Monsaraz, tem uma justificação. Em Monsaraz o imaculado branco domina o casario. É nítida a ausência de rodapés e de coloridos contornos de portas e janelas, característica marcante noutras povoações alentejanas. As próprias portas em Monsaraz são maioritariamente castanhas. Ora o espécime que hoje apresento foge à regra agora enunciada – contornos coloridos nas janelas, porta verde a servir de entrada.
Rafael Carvalho / Out2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cal e xisto em Monsaraz (II)

Foto: Monsaraz
Cal e xisto em Monsaraz torna a ser o título do post de hoje.
Em Monsaraz, a presença da cal e do xisto é de tal forma marcante que, sem forçar, poderia alargar este título a todos os próximos posts.
Rafael Carvalho / Out2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cal e xisto em Monsaraz (I)



Foto: Monsaraz
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As imagens que hoje apresento, sintetizam algumas das características mais marcantes presentes na vila de Monsaraz. A alvura da cal domina as construções, enfatizada pelo contraste com o pardacento xisto dos pavimentos – lajes de xisto, xisto ao cutelo.
Dizia-me uma colega que a arquitetura popular de Monsaraz lhe fazia lembrar a Grécia. Curiosamente já estive na Grécia e a mim aconteceu-me o contrário, a Grécia fez-me lembrar Monsaraz. Coloco o referencial do lado de cá.
Rafael Carvalho / Out2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Chaminé em Telheiro -Monsaraz

Foto: Telheiro –Monsaraz
O modelo de chaminé que a imagem ilustra é relativamente frequente no nordeste alentejano. Cilíndrica, é rematada no topo por uma cantarinha, vá-se lá saber porquê. Alguém me ajuda?
Rafael Carvalho / Out2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Alentejo – A renovada leveza da cal

Foto: Almendres –Guadalupe / Évora
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Admiro no Alentejo a textura das paredes exteriores e interiores que, ano após ano, as mulheres vão cobrindo com novas camadas de cal.
Admiro também os coloridos rodapés que nos velhos tempos se pintavam predominantemente de ocre ou azul.
Rafael Carvalho / Out2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fonte da Pedra - Arraiolos

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Arraiolos tem mais para além dos conhecidos e reconhecidos tapetes.
Seguindo de Arraiolos pela EN 370 em direção a Évora, deparamo-nos com a fonte a que as imagens de hoje aludem.
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Espirais, caracóis e caracoletas, … adornos comuns a esta e a muitas outras belas fontes alentejanas, aqui com um esplendor diferente.
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 A fonte possui um corpo central coroado por um escudo com a data de 1827, implantado sobre uma coluna estriada, ornada por duas volutas.
Visível na primeira imagem, possui ao centro um medalhão com a inscrição “Obras Pvblicas”. As duas bicas vertem a água para uma taça grosso modo oval.
Possui os muros caiados. A decoração, em alto relevo, salta à vista pelo seu azul ultramarino. O fontanário é ladeado por duas entradas para a parte traseira do chafariz, onde se encontra um lavadouro octogonal.
Segundo indicações no local, este monumento encontra-se em vias de classificação.
Rafael Carvalho – Out2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Arraiolos - delicadeza na cor

Foto: Arraiolos
De passagem por Arraiolos, achei curiosa a imagem que capturei e agora publico.
As cores são as do Alentejo… Branco cal; arestas pintadas - azul no caso.
A telha envelhecida perdeu a cor original, agora camuflada pelos líquenes que se foram instalando.
Rafael Carvalho / Out2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A caminho do infinito

Foto: Marvão
Quando o tempo cronológico o permite, adoro circular pelas nossas estradas secundárias.
Parar quando quero para tomar um café.
Parar numa fonte para matar a sede.
Parar para comprar fruta da época (cerejas em Resende, melões no Oeste, ...)  ou mesmo doces regionais (biscoito de Teixeira no Alto-Douro, bolinhos de amor em Entre-os-Rios, ...).
Um dos aspectos que mais me encanta, sob a forma de alinhamento, é a moldura vegetal que ainda enquadra muitas das nossas estradas. É o que acontece na imagem que hoje apresento. Os freixos alinhados, disciplinados, quais soldados em parada, estão um primor. Os brancos aneis ficam-lhe a matar.
Rafael Carvalho / Out2011

sábado, 1 de outubro de 2011

Marvão, ainda...


Foto: Marvão
Dedicadas à povoação de Marvão, são estas as duas últimas imagens que  nesta série publico.
Refere-se a primeira imagem à igreja de Sta. Maria, onde funciona o Museu de Marvão. Quanto à segunda, trata-se de mais uma das suas ruas, onde localizei esta curiosa casa de apenas uma água.
Rafael Carvalho / Out2011