quarta-feira, 14 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Velha casa em Capela -simplicidade, beleza e robustez
Foto: Capela - Penafiel
+
Refere-se a imagem a uma casa localizada em Capela, concelho
de Penafiel.
Simplicidade, beleza e robustez, coisas cada vez mais raras,
omnipresentes contudo ao longo de séculos na nossa arquitetura vernácula.
A robustez advém-lhe não só da pedra que a ergueu mas também
da proporção dos vãos que a abrem ao exterior. A porta carral visível na imagem
certamente rompe para um pátio interior. Verdadeira fortaleza, autêntica casa-bloco,
características presentes nas velhas construções dos concelhos de Penafiel e
Paredes. O azul das portadas é um mimo. Não coincidente na cor, lembra-me contudo
os olhos da rapariga iraniana estampada na capa da National geographic.
Casa com alma sem elementos dissonantes visíveis, que bem
ficaria reconstruída…
Rafael Carvalho / mar2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
"Casas de Portugal" nº 108
Já está nas bancas a revista "Casas de Portugal" nº 108 - Março a Abril de 2012.
Refere-se o tema da capa à Aldeia da Mata Pequena,
pequeno povoado saloio localizado próximo de Mafra.
As últimas duas imagens foram obtidas aqui.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Lazarim, ainda…
+
Tabiques, ardósias, rebocos a cal, madeiras, chapas
garridamente pintadas, varandas suspensas, pedra e muita pedra ...
… palavras introdutórias ao meu blogue. Acrescento
ruralidade, tradição, autenticidade.
Num mundo globalizado, obcecado pela
niveladora padronização, tudo isto e muito mais ainda sobrevive em Lazarim,
terra de caretos.
A arquitetura vernácula local, de habitação ou produção, é
rica e diversificada nos materiais que usa, criando texturas únicas. A
ruralidade está estampada nos espigueiros que por aqui ainda vão sobrevivendo.
A água escorre pelos ribeiros e lameiros, criando uma atmosfera ímpar. A
verdadeira explosão de tradição e autenticidade acontece no Carnaval – caretos
a percorrerem os estreitos becos, testamentos, compadres
e comadres entre caldos de farinha, feijoada e vinho.
+
+
Apenas que nasci,
Ouvi minha mãe dizer:
Ó que triste sorte a minha,
Que pelém me foi nascer!
+
Na semana dos compadres,
Ó que semana maldita!
Já não tinha que me dar
Deram-me tripas de pita.
+
Vou começar no padrão
Escutai o que vos digo!
Há lá tanto solteirão
Que até parece castigo.
+
O testamento é do padrão,
Vai ser um de verdade!
É o menino Manel,
Que é o mais velho da mocidade.
+
A este menino,
Que lhe havemos de dizer.
Deixamos-lhe a dentadura do burro
Que a dele está a apodrecer.
+
O defeito que tu tens,
São essas tuas cantigas.
Ligas mais aos rapazes
Que às raparigas.
+
Excerto do
Testamento da Comadre do ano de 1973
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Materiais, sistemas e técnicas de construção tradicional
Contributo para o estudo da arquitectura
vernácula da região oriental da serra do Caldeirão
CCDR Algarve, 2009
“Uma obra que é testemunho concreto
da identidade da região em questão e que é fruto de um trabalho notável de
investigação. O que agora se apresenta, reflecte a preocupação crescente de
conservar a memória histórica e cultural das gentes, especialmente numa época
em que somos confrontados com um dos defeitos de uma globalização galopante; o
que carrega consigo o risco de uma despersonalização e cultura insípida.”
+
Consulte o resumo clicando
aqui.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Carnaval de Lazarim / 2012
Foto: Lazarim, Lamego
+
Entre os últimos exemplares da arquitetura vernácula local, habitações
e espigueiros, mais uma vez se cumpriu o Carnaval de Lazarim.
Para delícia dos visitantes de ocasião munidos das suas
máquinas fotográficas, os caretos, transformados em verdadeiros modelos, posam junto
a um velho muro de pedra. Transpira-se ruralidade e tradição…
Diversidade é o que mais se vê, não só nas casas mas também
nas máscaras e nas vestes …
Texturas e mais texturas, cores e mais cores. De origem mineral
ou vegetal uma grande panóplia de materiais…
Rafael Carvalho / fev2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Casas com alma – Quinta do Vallado
+
“Em pleno coração do Douro, nas
proximidades da Régua, a Quinta do Vallado ocupa ambas as margens do Corgo,
perto do local onde este se funde com o Douro. Com referências que remontam a
1716, a Quinta foi propriedade da lendária D. Antónia Adelaide Ferreira e
mantém-se na família, indo já na sexta geração. Mas foi João Ferreira Álvares
Ribeiro, descendente da conhecida senhora, quem recuperou a casa de família e
abriu as portas a quem procura um local confortável para ficar na região. É
que, com a elevada qualidade dos seus vinhos reconhecida pelas mais reputadas
instâncias internacionais, a Quinta do Vallado é já uma das referências
incontornáveis do melhor que o Douro tem para oferecer.”
+
sábado, 11 de fevereiro de 2012
TSF - Arquitectura de Terra
+
"Nesta emissão falamos da
arquitectura de terra, com substancial implantação no continente africano e no
Médio Oriente. Esta arquitectura, com mais de 10 mil anos de existência, acolhe
60 por cento da população mundial. 10 por cento da lista do Património Mundial
da Humanidade é constituído por monumentos de arquitectura de terra. São nossos
convidados o engenheiro Humberto Varum e os arquitectos Eduardo Carvalho, Maria
Fernandes e Mariana Correia.”
+
Dedicado à arquitetura de terra e emitido no dia 28 de janeiro
de 2012, eis as palavras de apresentação do programa TSF “Encontros com o
património”. Com a duração aproximada de 36 minutos, o programa completo poderá
ser escutado na íntegra clicando aqui.
+
Rafael Carvalho / fev2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
OAPIX - Arquitetura Regional Portuguesa
+
50 anos após a realização do Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa, o
Arquitetura D’Ouro congratula-se com a criação da Plataforma OAPIX, por parte
da Ordem dos Arquitetos,. Trata-se de um banco de imagens digitais, em permanente
atualização, ilustrando a nossa arquitetura vernácula no que respeita não só ao
edificado mas também às técnicas de construção tradicional.
De âmbito semelhante, recorde a existência do Inventário do
Património Imóvel dos Açores, clicando
aqui.
+
«IARP Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa
«IARP Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa
Entre 1955 e 1960 o então Sindicato
Nacional dos Arquitectos levou a cabo uma pesquisa denominada Inquérito à
Arquitectura Regional Portuguesa. Tratava-se de um levantamento sistemático da
construção popular portuguesa, já então prestes a desaparecer, realizado de
norte a sul do país. Dividido por regiões geográficas coube a diferentes
equipas de arquitectos o estudo de uma área delimitada num total de seis zonas
(Minho, Trás-os-Montes, Beiras, Estremadura, Alentejo e Algarve). A profunda
mutação do território português e da sua construção que se vem sentindo desde
então torna o material recolhido um espólio de valor incalculável e único.
Deste Inquérito resultou a 1ª Edição do livro Arquitectura Popular em Portugal
publicada em 1961, reeditada em 1980, 1988 e 2004.
+
A Arquitectura Popular em Portugal não tem
por objectivo, nem se pode considerar como conclusão do Inquérito realizado. Os
seus ficheiros constituem largo e rico material de investigação e estudo, ao
dispor de todos os interessados e dele outros trabalhos hão-de com certeza
resultar, tão vastos e completos são os documentos que arquiva, a informação
que oferece, as questões que levanta. Problemas há que não dizem apenas
respeito à Arquitectura, mas um dia serão decerto aproveitados. In prefácio da
1ª edição.
+
Desde sempre, a par de outro tipo de
solicitações que muitas vezes não pode ser satisfeito dado que os ficheiros não
se encontravam devidamente catalogados e digitalizados, surgiam com muita
frequência pedidos de cedência das imagens para estudos e publicações tanto em
Portugal como no estrangeiro, interesse que prova o valor e as potencialidades
do espolio existente.
+
Em 2011 a Ordem dos Arquitectos assinalou
os 50 anos da primeira edição do Arquitectura Popular em Portugal através da
criação de um site com a digitalização de parte do espólio, que possibilita uma
ampla divulgação, com grande relevância cultural, histórica e iconográfica. Num
universo de 6.000 fotografias, algumas inéditas, foram seleccionadas,
inventariadas e digitalizadas 2.000 que aqui se apresentam. Trata-se das
imagens já publicadas nas três edições, as mais divulgadas e solicitadas. (…)
+
Este projecto foi co-financiado pela
Fundação Calouste Gulbenkian»
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Parque Botânico do Castelo – VNG
+
Fotos: Crestuma - VNG
+
Localizado em Crestuma, Vila Nova de Gaia, o local das
imagens visitei-o no verão passado.Trata-se de uma velha quinta abandonada, entretanto reocupada
pela vegetação autóctone, razão de ser da criação do Parque Botânico.
Sobranceiro ao rio Douro, trata-se de um local simpático e
acolhedor, interessante por incidir sobre a flora autóctone, coisa rara num
parque botânico.
Possui percursos pedestres com placas identificativas das
diversas plantas aí existentes – medronheiros, carvalhos-roble, murtas,
pilriteiros, urzes-brancas, gilbardeiras, madressilvas-das-boticas, fetos
diversos, …
O local tem sido investigado do ponto de vista arqueológico.
Na “casa da eira”, presente nas imagens, será construído um centro de apoio ao
local. O espólio arqueológico, vestígios da época romana e medieval, será lá
exposto. Também está prevista a construção de um Centro de Interpretação da
Fauna.
A casa e a eira foram construídas sobre uma fraga. A eira
foi escavada na própria rocha, xisto no caso, assim como alguns troços de uma
levada de água aí existente. A arquitetura de produção não se limita ao núcleo
da ”casa da eira”, é enriquecida pela presença de alguns moinhos, muros de
suporte aos socalcos, minas, caminhos rurais e tanque em pedra.
Rafael Cavalho jan/2012
Etiquetas:
Arquitectura/Construção,
Património Natural
Subscrever:
Mensagens (Atom)












