segunda-feira, 12 de maio de 2008

Caça-texturas: na descoberta do património invisível.


Grafismo em bloco granítico - Igreja Matriz de Armamar
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Quem nunca aprisionou a textura de uma moeda?
As nossas aldeias estão povoadas de texturas susceptíveis de serem capturadas, bastando para isso uma folha de papel e uma barra de grafite.
Sozinhos ou em grupo (familiar, escolar, clube, ATL…) podemos observar, percorrer paredes, recantos, ruas e fachadas, tactear a superfície dos objectos na busca das melhores texturas.
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A intenção é que, como por magia, após o risco do lápis as imagens surjam, sejam elas de um jardim, de uma rua, de uma praça, ou até mesmo de uma tampa em ferro dos telefones, água ou esgoto, baixos-relevos de motivos variados ou texturas naturais. Caçar texturas revela muito do nosso património, cria afectos e fortalece a ligação ao meio. Revela uma aldeia invisível que passa despercebida por debaixo dos nossos passos apressados, do dia-a-dia. Caçar texturas estimula a investigação sobre a origem de cada descoberta, contribuindo para desvendar a história de cada aldeia.
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Em Setembro e Outubro de 2007, realizou-se a primeira edição do Festival das Aldeias Vinhateiras do Douro. Miguel Horta, colaborador do Serviço Educativo da Fundação Calouste Gulbenkian, dirigiu na altura com grande êxito um workshop para crianças intitulado “Caça Texturas”.
Rafael Carvalho, Mai2008

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