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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Parque Botânico do Castelo – VNG




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Fotos: Crestuma - VNG
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Localizado em Crestuma, Vila Nova de Gaia, o local das imagens visitei-o no verão passado.Trata-se de uma velha quinta abandonada, entretanto reocupada pela vegetação autóctone, razão de ser da criação do Parque Botânico.
Sobranceiro ao rio Douro, trata-se de um local simpático e acolhedor, interessante por incidir sobre a flora autóctone, coisa rara num parque botânico.
Possui percursos pedestres com placas identificativas das diversas plantas aí existentes – medronheiros, carvalhos-roble, murtas, pilriteiros, urzes-brancas, gilbardeiras, madressilvas-das-boticas, fetos diversos, …
O local tem sido investigado do ponto de vista arqueológico. Na “casa da eira”, presente nas imagens, será construído um centro de apoio ao local. O espólio arqueológico, vestígios da época romana e medieval, será lá exposto. Também está prevista a construção de um Centro de Interpretação da Fauna.
A casa e a eira foram construídas sobre uma fraga. A eira foi escavada na própria rocha, xisto no caso, assim como alguns troços de uma levada de água aí existente. A arquitetura de produção não se limita ao núcleo da ”casa da eira”, é enriquecida pela presença de alguns moinhos, muros de suporte aos socalcos, minas, caminhos rurais e tanque em pedra.
Sobre o Parque Botânico do Castelo, descarregue um folheto clicando aqui.
Rafael Cavalho jan/2012

sábado, 10 de julho de 2010

Urze em Santa Comba – Sobreira / Paredes

Foto: Comba – Sobreira / Paredes
+ Na busca de mais e melhores exemplares representativos da nossa arquitectura vernácula, cruzei-me com esta urze. Não resisti e aqui está o resultado. Se a nossa arquitectura vernácula me cativa, não menos interesse me desperta a nossa flora autóctone. Flora e arquitectura, belo casamento! Porque a arquitectura é indissociável do meio, nada melhor do que rechear as nossas aldeias com os mais belos exemplares da vegetação nativa, perfeitamente adaptada ao local. Aproveito para divulgar o sítio da Sigmetum, empresa que se dedica à propagação e comercialização de plantas autóctones: http://sigmetum.pt/ http://sigmetum.blogspot.com/
Rafael Carvalho / Jul2010

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Azahar, ou a Sorte do Lince Ibérico - Grande reportagem TSF

Lince Ibérico – foto extraída do blogue http://blog.terramater.pt/.
+ O nosso património natural sempre me fascinou. Por influência do meu pai, e também aqui o pretendo honrar, sempre senti o peso da responsabilidade que temos em deixar aos nossos filhos um mundo se não melhor, pelo menos igual ao que encontrámos. Pela acção do homem, temos assistido e lamentado a extinção de muitas espécies: o enigmático Dodó das Ilhas Maurícias; o Tigre da Tasmânia; a Moa da Nova Zelândia; … Como foi possível termos permitido que tal tivesse ocorrido?! Embora num passado relativamente recente, estas extinções ocorreram contudo antes de termos nascido, num contexto geográfico diferente do nosso. Acontece que na nossa ibéria temos (ainda) o Lince Ibérico, tão-somente o felino mais ameaçado do mundo! Existem apenas cerca de 250 Linces Ibéricos em liberdade! Ainda há poucas décadas eram organizadas no nosso país batidas ao lince, considerado na altura como animal daninho!
+ SE O LINCE IBÉRICO APENAS EXISTE NA NOSSA IBÉRIA, CABE-NOS A NÓS EVITAR A SUA EXTINÇÃO.
+ Durante 10 meses a TSF acompanhou as várias etapas de um processo que terminou em 2 de Dezembro último, com a chegada dos últimos linces ibéricos cedidos por Espanha ao Centro de Reprodução em Cativeiro de Silves. O próximo desafio será a reintrodução no habitat natural...
Desgraçadamente e vergonhosamente, o Centro de Reprodução do Lince Ibérico em Silves não foi uma acção altruísta do povo português, foi antes uma imposição da União Europeia como contrapartida da construção da barragem de Odelouca, no Algarve. Da autoria de Ângela Braga com sonoplastia de Luís Borges, com a duração de apenas 6 minutos, "Azahar, ou a Sorte do Lince Ibérico" é uma grande reportagem TSF. Veja o vídeo AQUI.
Rafael Carvalho / Dez2009
Informações adicionais sobre o Lince Ibérico em http://linceiberico.icnb.pt/homepage.aspx.

domingo, 1 de novembro de 2009

Cegonhas e osgas… Alterações climáticas? Talvez!

Foto: Sta. Joana, Aveiro +
A presente imagem, não vale pela sua qualidade mas por aquilo que representa. Sendo natural de Aveiro, assisti a algumas mudanças nos últimos anos que me deixam perplexo. Há cerca de vinte anos apareceram por aqui as primeiras cegonhas. São hoje uma espécie abundante. Parte do sucesso desta ave na região é devido à grande proliferação de lagostins, espécie exótica introduzida na região. Sou natural de Aveiro mas resido no mediterrânico vale Duriense. Foi precisamente aí que privei mais de perto com a osga (Tarantola mauritanica), cruzando-me frequentemente com ela nos meus estivais passeios noctívagos. Esta espécie, de hábitos corpusculares e nocturnos, é frequentemente vista em paredes e muros, preferencialmente iluminados, onde caça insectos. A osga juvenil da imagem porém não foi captada no Douro, nem mesmo no Sul do país onde também é frequente. Foi captada este fim-de-semana em Aveiro, minha terra Natal. De feições atlânticas não seria previsível encontrá-la lá. Alterações climáticas? Talvez!
Rafael Carvalho / Nov2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Bela moldura Vegetal

Foto: Arcos, Tabuaço
+ Ainda a propósito da elogiosa moldura vegetal referida no meu último post, apresento a silhueta de um dos castanheiros que a compõem. Crescendo sem limitações, uma árvore isolada é sempre bela!... Aquando da minha visita ao castanheiro - tão nobre senhor, na Primavera deste ano, descobri que albergava uma família de pica-paus, para mim mais um motivo de alegria.
Na base do castanheiro encontrei a orquídea saprófita exposta na imagem anterior. Não possuindo clorofila, as orquídeas saprófitas não conseguem produzir os seus próprios alimentos, dependendo pois da associação com fungos micorrízicos para sobreviverem.
Rafael Carvalho / Set2009

domingo, 2 de agosto de 2009

Mais imagens da Serra do Alvão

Foto: Lamas d’Olo, Alvão
+ Por entre carvalhos, infelizmente carbonizados, em plena serra do Alvão espreita a aldeia de Lamas d’Olo. As imagens seguintes foram obtidas já em direcção a Mondim de Basto.
+ A fotografia agora exposta refere-se às “Fisgas de Ermelo”, próxima da homónima povoação. A cascata das Fisgas de Ermelo é uma das maiores quedas de água do nosso país.
Ao longo de um desnível de 200 metros, as águas precipitam-se numa sequência de socalcos. A cascata teve a sua origem na erosão diferencial, sucedendo-se aos resistentes granitos os brandos xistos das terras envolventes.
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Ainda por terras do Alvão, datada de Abril de 2009, a última imagem põe mais uma vez em evidência o edílico casamento entre a urze e a carqueja, de tons respectivamente rosados e dourados.
Rafael Carvalho / Ago2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Alvão - Fragas, urzes e carquejas.

Foto: Alvão, Abril de 2009
+ Esta imagem, simples mato para uns, biodiversidade ao rubro para outros, evidencia a variada paleta de cores resultante da floração de diferentes arbustos presentes na Serra do Alvão. Na imagem a cor amarelo-torrado deve-se à presença da carqueja. A tonalidade rosa deriva da presença de urze.
Rafael Carvalho / Jul2009

domingo, 28 de junho de 2009

Resistente Videira

Foto: Armamar +
Bem próximo do barracão da minha última mensagem, num dos muros que envolvem a mesma quinta, espreita uma videira. Lembra-nos que a resistência da Vitis vinífera, seu nome latino, fez desta planta uma das mais bem sucedidas da agricultura mediterrânica.
Rafael Carvalho / Jun2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Matos mediterrânicos durienses - um repasto para os sentidos

Foto: Armamar O texto seguinte escrevi-o aquando das festas do Corpo de Deus do no passado. + Quinta-feira, 22 de Maio de 2008, dia de Corpo de Deus. Quando saí de Armamar em direcção ao Douro já se iniciavam os preparativos para a procissão. Atrás de mim deixo a banda que de forma disciplinada percorre alegremente a principal rua de Armamar. Tendo o vale do Douro como cenário, finalmente o carro pára. Alcanço o meu objectivo: um dos muitos matos mediterrânicos nascidos há décadas entre terrenos agrícolas abandonados. A pé percorro trilhos, salto velhos muros, alguns dos quais autenticas muralhas que servindo de passadiço percorro, transpondo a densa vegetação. Entre rolas bravas que esvoaçam, cucos e melros que cantam, dou por mim a pensar se não estarei a sonhar! Não será aqui o Jardim do Éden? No ar o odor do rosmaninho e da esteva, misturam-se. Entre silvas e madressilvas avanço vegetação adentro. Entro num fresco bosquete de cerejeiras bravas cujo fruto serve de repasto à passarada. Também eu o provo. O cantar das aves adensa-se e aproveito para rebolar no chão atapetado pelas heras. Para além das cerejeiras também presencio castanheiros, pinheiros e medronheiros. Lá para o final do ano estes últimos estarão cobertos de rubros medronhos. Entre a copa das árvores avisto um bando de andorinhas que com as suas acrobacias por instantes me entretém o olhar. Em Armamar rebenta um foguete, dá-se inicio à procissão. No bosquete a passarada levanta voo e chega a hora de eu reiniciar viagem. Há saída do bosque sou cumprimentado por um saltitante coelho. Vou andando e tomando nota daquilo que observo. Em escassas dezenas de metros contemplo zambujeiros, sumagres, urzes brancas, giestas amarelas, codeços, rosas caninas de diversas cores. Enxergo ainda carvalhos cerquinhos e abrunheiros bravos com os seus frutos suspensos. Mais à frente pilriteiros, carrascos, abróteas, sargaços, espargos bravos, papoilas, lentiscos-bastardos, troviscos e gilbardeiras com os seus frutos incandescentes dependurados. Antes de novamente entrar no carro ainda paro para admirar um belo sobreiro cuja copa domina a paisagem. Belisco-me para confirmar se não estarei a sonhar. Os acontecimentos sucedem-se. Uma cobra de ferradura refugia-se entre as pedras de um velho muro de xisto. Mais à frente, entre oliveiras e videiras corre uma apressada perdiz. Parto e ainda chego a Armamar a tempo de ver a procissão.
Rafael Carvalho / Jun2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Simpático Roedor em Cambarinho

Foto: Reserva Botânica do Cambarinho, Vouzela Espreitando entre as pedras de um muro, o simpático roedor da imagem deixou-se fotografar a curta distância (a minha máquina não dá para mais), aquando da minha visita à Reserva Botânica do Cambarinho, em Junho do ano passado. Senti-me na altura como se tivesse fotografado um elefante, um rinoceronte ou mesmo uma girafa em plena savana africana. É só uma questão de escala…
Rafael Carvalho / Jun2009

sábado, 11 de abril de 2009

Mortórios D’Ouro – Imagens D’Ouro.

Foto: Mortórios D’Ouro +
Ainda na sequência da minha última mensagem -“Descida ao Douro, descida ao paraíso…”-, apresento mais algumas imagens dos mortórios D’Ouro bem como dalgumas das suas plantas mais características.
Foto: Figueira
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Foto: Funcho
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Foto: Flor de esteva
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Foto: Flor de rosmaninho
+ Foto: mortórios D’Ouro
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Foto: Flor de esteva
+ Foto: Fruto do lodão
+ Foto: flor do salgueiro
+ Foto: flor da cornalheira
+ Foto: flor da urze
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Rafael Carvalho / Abr2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Descida ao Douro, descida ao paraíso…

Foto: Mortórios D’Ouro + “Descida ao paraíso…”, estranho título este, quando o normal é subir ao paraíso! Desce-se sim, mas normalmente às profundezas do inferno! Passo a explicar. Fins de Março, princípios da Primavera. Habitando no planalto duriense, desci ao Douro. Como curiosidade diga-se que maioria das povoações durienses tiveram a sua fundação no planalto, diz-se que para evitar as sezões, forma de paludismo outrora frequente junto ao rio. Durante séculos a grande romaria ao Douro foi feita pelo Outono, onde as rogas - ranchos de pessoas vindas das serranias - aí confluíam para as vindimas. Nesta altura do ano porém, o motivo que me levou ao Douro foi outro. Desci ao Douro para os lados de Santo Adrião, concelho de Armamar, para contemplar o despontar da natureza, onde ela é pródiga, farta e generosa… Ao contrário das serranias circundantes, o vale do Douro possui clima mediterrânico, com toda a riqueza florística e faunística que lhe está associada. Porém, a biodiversidade que lhe é reconhecida também tem origem antrópica. Nos finais do século XIX toda a região foi devastada pela filoxera, praga que dizimou a quase totalidade das vinhas aí existentes. Foi um período de fome que motivou o abandono de aldeias inteiras, de que a aldeia do Pai Calvo bem perto de Santo Adrião é apenas um exemplo. Transformaram-se em ermos grande parte das quintas. Em solos produzidos e enriquecidos pelo homem, os matos ocuparam o lugar da vinha. Assim se formaram os chamados “mortórios”, uma alusão à devastação foloxérica. Os matagais assim formados são biologicamente mais ricos e evoluídos que os precedentes.
+ Voltando à minha descida ao Douro, na região a floração e o despontar de novos rebentos conferem à paisagem uma variada paleta de cor. Os rebentos da cornalheira, planta aparentada do pistáchio, inundam a paisagem de rubro. O rubro da cornalheira contrasta com o verde ainda ténue das folhas recém-formadas do lodão, do freixo, do carvalho português, do sumagre, do salgueiro ou mesmo da figueira. Aqui e ali o verde maduro do pinheiro bravo, da era, da gilbardeira, do loureiro, do carrasco, do sobreiro, do lentisco, do medronheiro, do zambujeiro e do zimbro. Também contribui para a diversidade cromática a cândida floração da esteva, do pilriteiro, do sargaço e da urze, a púrpura floração do rosmaninho, a violeta do alecrim, da vinca e do jacinto dos campos ou a dourada floração do tojo e do narciso. Mais para a frente no tempo, despontarão as flores do Estêvão, do trovisco e da madressilva. Entre as árvores despontam o espargo, a abrótea e algumas orquídeas selvagens, entidade desconhecida para a maioria dos cidadãos.
+ No seio dos matos durienses as árvores têm o privilégio de morrer de pé. Os seus esqueletos descarnados, refúgio para a vida animal, contribuem para a harmonia do conjunto. Os mortórios durienses são repositórios de biodiversidade. Desci ao Douro, observei, senti. No meio dos mortórios os meus olhos viram o paraíso…
Rafael Carvalho / Abr2009

sábado, 21 de março de 2009

Majestosos Medronheiros

Para comemorar o dia da árvore exponho as duas fotografias seguintes, capturadas em Maio de 2006 em Aldeia-de-Cima, concelho de Armamar.
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Foto: Aldeia de Cima, Armamar

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Os dois espécimes vegetais em causa são medronheiros (Arbutus unedo), os maiores que conheço. Localizam-se numa propriedade privada, actualmente toda murada e de acesso por isso restrito. Todo o espaço é uma agradável surpresa. Contém, para além dos muitos medronheiros, diversas espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas da nossa flora espontânea: castanheiros (Castanea sativa); pinheiros bravos (Pinus pinaster); cerejeiras bravas (Prunus avium); zimbros (Juniperus oxycedrus); carvalhos negrais (Quercus pyrenaica); estevas (Cistus ladanifer); giestas (Cytisus sp.); tojos (Ulex sp.); pilriteiros (Crataegus monogyna); abrunheiros bravos (Prunus spinosa); rosmaninhos (Lavandula stoechas) … O proprietário, pessoa informada, tem sabiamente gerido todo este património natural. Curiosamente, à data das fotografias, dava-se na mesma propriedade início à construção de uma moradia seguindo a tipologia e os métodos construtivos tradicionais locais. São dessa altura as fotografias abaixo expostas.
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Património natural, património construído… Duas paixões que se aliam no dia da árvore.
Rafael Carvalho / Mar2009

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Castanheiro de Beira Valente, M.ta da Beira

Foto: Beira Valente - Abril/2008
Foto: Beira Valente - Maio/2008 Não fugindo à temática património mas variando um pouco no assunto, no espaço e no tempo, pretendo partilhar o que para mim foi uma grande descoberta. Foi com grande surpresa e emoção que no mês de Abril do corrente ano descobri o castanheiro das imagens anexas. Está à vista de todos, em Beira Valente, num souto junto à estrada que faz a ligação entre esta localidade e Leomil, Concelho de Moimenta da Beira, distrito de Viseu. É sem sombra de dúvida um belo, majestoso e monumental castanheiro, o maior que conheço e certamente um dos maiores do país. O seu tronco tem de perímetro aproximadamente 13,30 m. Não sei se se encontra referenciado pela DGRF – Direcção Geral dos Recursos Florestais, a quem aliás comuniquei por e-mail o achado. No volume 5 –“Do Castanheiro ao Teixo”, da colecção “Árvores e Florestas de Portugal”, recentemente publicado pelo Jornal Público, de entre uma vasta lista de castanheiros monumentais e classificados não existe qualquer referência a este espécime. Curiosamente são mencionados outros no mesmo Concelho.

Foto: Beira Valente - Abril/2008
No interior oco do castanheiro de Beira Valente há vestígios de ter sido feita uma fogueira, verdadeiro atentado a tão nobre majestade.
Rafael Carvalho / Ago2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Reserva Botânica de Cambarinho


Foto: Reserva Botânica de Cambarinho, Vouzela
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Já há diversos anos sabia da existência da Reserva Botânica de Cambarinho. Como utente do IP5, actual A25, ofuscado pelos eucaliptos australianos que lamentavelmente reinam na zona, durante anos a fio passei com desprezo a seu lado. Finalmente surgiu a oportunidade de a visitar e também o lamento de só agora o ter feito.
De olhos escancarados e boca aberta, de espanto entenda-se, descobri o vale encantado da ribeira do Cambarinho e do rio Alcofra. Filo quase cem anos após a ciência ter descoberto os primeiros rododendros na zona. Ironicamente eles já lá estavam há dois milhões de anos, desde o Terciário. Os rododendros (Rhododendron ponticum ssp baeticum) são conhecidos localmente como loendros, o que tem causado alguma confusão dado ser este também o nome comum pelo que é conhecida a espécie Nerium oleander, bastante mais vulgar no nosso país.
Os rododendros distribuem-se ao longo das linhas de água. Ocupam zonas bastante húmidas povoadas de fetos e musgos, mas não encharcadas, sendo especialmente exuberantes quando constituem o sub-bosque dos carvalhais (carvalho negral ou roble) aí existentes.
A nível mundial, a maioria das espécies de Rhododendron habita zonas pluviosas de clima sub-tropical, principalmente no maciço dos Himalaias. O Rhododendron ponticum outrora proliferava em vastas extensões da Europa. Actualmente encontra-se apenas em núcleos residuais do Sudeste Europeu e parte da Ásia Menor (Rhododendron ponticum ssp ponticum), bem como na Península Ibérica - Serra do Caramulo, Serra de Monchique e em Cadiz, Sul de Espanha (Rhododendron ponticum ssp baeticum).
A Reserva Botânica de Cambarinho, verdadeiro paraíso, vale pelo conjunto de espécies botânicas nativas que encerra. Merece a pena uma visita a este vale encantado, especialmente em Maio, princípios de Junho, época de floração dos rododendros. Possui um percurso pedonal devidamente sinalizado com informações relativas ao património natural e arqueológico que encerra.
Quanto ao futuro, seria bom que se procedesse à construção de um Centro Interpretativo que satisfizesse a curiosidade dos amantes da natureza, especialmente fora da época de floração dos rododendros. Quanto às árvores exóticas que a reserva possui no seu interior, deveriam ser erradicadas. Refiro-me aos eucaliptos, bem como a alguns pés de carvalho americano e liquidambar que embora plantados com boas intenções aí aparecem desenquadrados.
Rafael Carvalho / Jun2008

domingo, 18 de maio de 2008

Orquídeas Selvagens no Douro


Foto: Pai Calvo, Armamar
Com este artigo abro uma nova etiqueta, desta feita dedicada ao NOSSO Património Natural. Reforço a palavra NOSSO, porque só o verdadeiro sentimento de pertença cria condições para a sua preservação.
E que responsabilidade temos nós portugueses a este nível!..
Sabia que Portugal é o país Europeu com maior biodiversidade?
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O título que encabeça este artigo faz referência à orquídea selvagem. Sem alterar o seu sentido, o termo selvagem poderia ser substituído por espontânea, autóctone, nativa, indígena, em oposição à orquídea cultivada, oriunda de outros climas e ambientes.
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Quanto ao espécime da imagem, capturada pela objectiva no início do mês de Maio trata-se da orquídea Orchis morio. Distribui-se por grande parte Europa até ao Cáucaso, surge ainda no Oeste Asiático e no Norte de África. No Douro aparece dispersa em muitos dos matagais mediterrânicos aí presentes. Ocasionalmente, em terrenos agrícolas abandonados forma verdadeiros prados.
A Orchis morio, conhecida popularmente por Erva-do-sapelo; Erva-do-salepo-de-tubérculos-dependurados ou ainda Testículo-de-cão, é uma das sessenta e cinco espécies de orquídeas existentes em Portugal.
Rafael Carvalho / Mai2008
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Saiba mais em: