sexta-feira, 30 de abril de 2010

Aveiro -Azulejos de 48 prédios têm salvaguarda máxima

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"A Carta de Risco do património azulejar aveirense aponta como prioridade máxima a salvaguarda de azulejos de 48 edifícios de Aveiro. O documento faz parte do Banco do Azulejo de Aveiro que em duas décadas de existência possui já 5000 peças registadas. Os azulejos de todos os edifícios de Arte Nova assim como os murais de autoria de Vasco Branco e Cândido Teles existentes em alguns pontos centrais da cidade de Aveiro, integram os 48 edifícios que a Carta de Risco do Banco do Azulejo de Aveiro aponta como prioridade máxima para a sua salvaguarda. Entre eles está também o painel de azulejos das "Quatro Estações", existente no prédio da rua Manuel Firmino, a primeira fachada classificada da cidade de Aveiro. Como prioridade média para a salvaguarda do património azulejar, a Carta de Risco do Banco do Azulejo de Aveiro identificou 232 edifícios desde o prédio onde esteve localizada a Assembleia Distrital na rua do Carmo, considerada a primeira casa em Aveiro a ter uma fachada de azulejo até aos prédios onde estão a Ourivesaria e o Oculista Vieira, perto da Biblioteca Municipal. A Carta de Risco do património azulejar envolve todo o centro histórico da cidade aveirense e ainda as zonas da Beira-Mar, Alboi, Avenida dr. Lourenço Peixinho, Estação da CP, rua Cândido dos Reis e rua do Gravito e foi elaborada para se conhecer mo estado em que se encontram as fachadas dos edifícios que possuem azulejo. O Banco do Azulejo de Aveiro, que existe desde 2005, foi recentemente distinguido com o prémio "Boas Práticas SOS Azulejo", um galardão instituído pela Polícia Judiciária para premiar o esforço dos municípios na salvaguarda do património azulejar e é considerado o único existente no país com a característica de salvaguarda e apoio técnico aos proprietários que têm fachadas azulejadas para a conservação e restauro dos azulejos. Muitas das vezes são doados azulejos desde que existam na reserva municipal. A vereadora da Cultura, Maria da Luz Nolasco, disse, ao JN, que o Banco do Azulejo, que existe desde 2005 "é a única forma que temos de preservar um documento e um testemunho que marca um época de materiais de revestimento com uma grande tradição em Aveiro". "É fazer a história da construção e arquitectura em Aveiro", referiu. O Banco do Azulejo tem hoje registados mais de cinco mil azulejos provenientes de demolições que têm sido efectuadas na cidade, A ultima foi há poucas semanas - e foram preservadas 500 peças azulejares de um edifício da rua do Gravito. Trata-se de azulejos de exteriores que foram aplicados no interior da casa. A peça de azulejo mais antiga que se encontra no Banco do Azulejo de Aveiro, que possui instalações de armazenamento nos Armazéns Gerais da Câmara de Aveiro, na zona Industrial de Taboeira, data do séc. XVI e é da Capela de Nª. Sª. da Aleluia."
JESUS ZING JN - 19 de Abril de 2010

6 comentários:

Júlia Galego disse...

Ainda vamos tendo boas notícias que nos animam quanto à preservação do património. Esperemos que contagiem outros municípios.
Há dias também tive uma agradável surpresa.

http://aldrabas-batentes.blogs.sapo.pt/4759.html

http://gambozino-alentejano.blogspot.com/2008/03/um-dos-meus-interesses-desde-h-algum.html

Tanto falei nestes batentes que, apesar da porta ter sido substituída, os batentes foram salvos de ir para o ferro-velho e agora resplandecem na porta nova. O antigo edifício da Guarda Fiscal tinha também um portão com os mesmos batentes, mas agora tem uma porta de vidro sem os batentes. Do mal o menos, salvou-se metade...
Bom fim de semana.
Cumprimentos

gustavo disse...

duas coisas me impressionaram pela beleza, na arquitetura de Aveiro, quando lá estive em 2004: os exemplares da arte nova e os azulejos. A proteção dos azulejos de Aveiro é uma das boas notícias do ano e a matéria está muito bem apresentada. parabéns.

Rafael Carvalho disse...

Júlia,
a necessidade de recuperar o património, reutilizando os materiais, ainda está longe de criar raízes entre nós. Por coincidência vi hoje um programa na TV, realizado em Inglaterra, relativo à recuperação de celeiros agrícolas. Por imposição legal as recuperações têm de reutilizar ao máximo os materiais pré-existentes. Parece que por lá as coisas são levadas mais a sério...
Cumprimentos.

Rafael Carvalho disse...

Gustavo,
efectivamente a arte nova e a azulejaria são dois importantes ícones da cidade de Aveiro. Contribuem positivamente para a sua identidade.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

Bom dia Rafael,

Sou arquiteta e aluna no mestrado de patologia de edificações, pela Universidade Federal Fluminense/Niterói-RJ- Brasil.

Em minhas pesquisa pela internet encontrei o seu site.

Gostaria de saber se você tem mais informações sobre ladrilho hidraulico.

Estou iniciando os meus estudos e qualquer contribuição será bem vinda.

Basicamente procuro estudos sobre esse material: Técnica de fabricação, durabilidade do material, histórico de sua origem, de sua utilização no Brasil e estudos de casos.

Desde já agradeço a atenção.
Márcia

meu contato é :arqmestrado2010@gmail.com

Rafael Carvalho disse...

Cara Márcia,
lamento mas não possuo informação que a possa ajudar.
Cumprimentos.